Sandro Alex segue “no muro” e afirma que vai decidir voto sobre Temer apenas no dia 02 de agosto

“A denúncia vai acontecer de qualquer forma. O problema é o afastamento do presidente neste momento que o Brasil começa a reagir. Essa é a reflexão que eu estou fazendo”, disse o deputado Sandro Alex (PSD).

Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins nesta segunda-feira (17), o deputado federal Sandro Alex, presidente do PSD no Paraná, disse que só vai definir o voto sobre a denúncia por corrupção passiva em relação ao presidente Michel Temer (PMDB) no dia 02 de agosto. Esta é a data que está prevista para a votação da denúncia na Câmara Federal. Ou seja, o deputado que sempre teve posicionamentos claros, agora segue “em cima do muro”. (Ouça a entrevista completa ao final da matéria)

Quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot encaminhou a denúncia de Michel Temer, Sandro Alex participou de uma entrevista também na Rádio T e chegou a afirmar que “o melhor caminho seria a renúncia de Temer”, reconhecendo a gravidade das denúncias contra o presidente. Mas o problema é que o PSD fechou questão e votará contrário à denúncia de Temer, ou seja, estão apoiando o presidente. Já fizeram isso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a ordem é que o mesmo aconteça no plenário.

Segundo o deputado Sandro Alex, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, errou ao fragmentar as denúncias contra Temer. “Eu acho que toda a denúncia é muito grave, porém o procurador cometeu um erro por que a denúncia que ele apresentou só diz respeito a mala do Rocha Loures. E a população quer saber se a mala do Rocha Loures é do Temer ou é do Rocha Loures. Ele não não se pronunciou, não delatou. Eu penso que se você tem absoluta convicção de que algo é grave, você vem com toda a denúncia formalizada. Esse é o meu posicionamento, mas o procurador não quis fazer isso. Na denúncia do procurador só tem um elemento, quando deveriam estar os outros elementos. Só tem a mala”, disse o deputado.

Manobras de Temer para ganhar na CCJ

Questionado sobre as manobras que Michel Temer utilizou para que a denúncia fosse rejeitada na CCJ, Sandro Alex afirmou que até mesmo a oposição está conseguindo as famosas emendas.

“Todo governo exerce o seu poder, mas eu não tenho provas pra dizer que eles liberaram recursos para deputados da base. Na semana passada teve um parlamentar da oposição anunciando emendas em um jornal aqui em Ponta Grossa (se referindo ao deputado Aliel Machado que é da Rede, partido de oposição). Ele é de oposição e teve emendas e outros também tiveram. Mais cedo ou mais tarde essas emendas são empenhadas. O que o governo fez foi trocar deputados na CCJ para ter a maioria. O Cunha fez a mesma coisa no Conselho de Ética, mas depois perdeu. O que importa é a votação em plenário”.

E afinal, Sandro vai votar a favor ou contra a denúncia de Temer?

Depois de fazer inúmeros discursos contra a corrupção e de votar a favor do impeachment da ex-presidente Dilma (PT) e também da cassação do mandato do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), que segue preso, como vai votar Sandro Alex sobre a denúncia de corrupção passiva que envolve o presidente Michel Temer? Se o PSD fechou questão de votar contra a denúncia, Sandro terá liberdade para votar diferente?

O deputado Sandro Alex afirmou que vai esperar até a data da votação para se posicionar. “Eu tenho liberdade, mas eu estou esperando o dia 2 de agosto, ganhei esse prazo. Até lá, ou as coisas serão esclarecidas para melhor ou para pior. Até lá nós teremos elementos pra saber se a denúncia é gravíssima e se não foi uma montagem. Ou tudo pode perder a sua eficiência”, disse.

Sandro destacou que o seu voto terá reflexo no partido. “Claro que a decisão tem reflexão direta no partido. Se o partido fechou questão, dependendo do meu voto, podem me expulsar e até tirar o meu mandato. Mas a população sabe que sou a favor de qualquer investigação”.

Para o PSD, segundo Sandro Alex, a questão não é a investigação e sim o afastamento do presidente Michel Temer. “A discussão do partido é que não há problema em investigar e sim o afastamento do presidente, que paralisa o Brasil por 180 dias. Essa é a discussão. É preciso dizer que a investigação vai acontecer de qualquer forma. Se isso acontecer no dia 1º de janeiro de 2019, o presidente será investigado como o Lula foi, na justiça que não é do STF. E ele poderá se defender e ser condenado como o Lula foi. A denúncia vai acontecer e ele pode ser preso. O problema é o afastamento do presidente neste momento em que o Brasil começa a reagir. Essa é a reflexão que eu estou fazendo e vou trazer meu posicionamento no dia 2 de agosto”, concluiu.

Ouça a entrevista: 

 

 

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