Richa pede ajuda do ministro Toffoli para anular ação penal da Rádio Patrulha

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Richa tenta manobra para ser julgado pela Justiça Eleitoral no processo da Rádio Patrulha. (fotos: Agência Brasil)

Depois de contar com a ajuda do ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF), para sair da cadeia, agora Richa está pedindo uma “mãozinha” do ministro Dias Toffoli para que o processo da Operação Rádio Patrulha seja julgado pela Justiça Eleitoral. Esta operação apura os desvios dos recursos do programa Patrulha do Campo, voltado à manutenção das estradas rurais.

O ex-governador Beto Richa e o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa, junto com outras 11 pessoas respondem a esta ação penal. Os irmãos são investigados pelos crimes de corrupção passiva e fraude à licitação, que teriam sido praticados entre 2011 e 2018. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o esquema envolve mais de R$ 100 milhões pagos a empresas investigadas. As audiências do processo estão agendadas para começar no mês de agosto.

A defesa do ex-governador do Paraná, Beto Richa, entrou com uma Reclamação no Supremo Tribunal Federal pedindo a anulação da ação penal relacionada a operação Rádio Patrulha.

Na petição, protocolada no dia 19 de julho, o advogado do ex-governador afirma que ação deve ser julgada na Justiça Eleitoral. Atualmente, o processo tramita perante a 13ª Vara Criminal de Curitiba e está sob a responsabilidade do juiz José Daniel Toaldo.

Para o advogado, o pedido de deslocamento da competência, no entanto, não significa assumir que os crimes aconteceram, apenas que, na forma narrada na denúncia pelo Ministério Público a competência está equivocada. A defesa de Richa ainda pede a suspensão do processo até que o mérito da Reclamação seja apreciado. A petição foi encaminhada diretamente ao ministro Gilmar Mendes, que é quem está com a relatoria dos casos envolvendo a operação Rádio patrulha.

Entretanto, o caso deve ser analisado pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que está no plantão da Corte em função do recesso do Judiciário. Em maio deste ano, os defensores do ex-governador já haviam solicitado que a ação penal da Rádio Patrulha fosse para a Justiça Eleitoral, mas o juiz que estava no caso à época, negou a transferência.

(Com informações de Thaissa Martiniuk do Portal Paraná)

Um comentário

  1. Neste caso o ex governador pode conseguir êxito, pois me parece que este ministro do STF gosta de proteger bandido.

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