CPI aponta irregularidades da Sanepar

“É vergonhoso a Sanepar usar de artimanhas para conseguir um terreno do município”, afirmou o vereador Delmar Pimentel.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sanepar apresentou nesta sexta-feira (29), o relatório parcial dos trabalhos. O documento aponta que as nove estações de tratamento da empresa são usadas de forma irregular, poluindo diversos mananciais da cidade, segundo membros da CPI, a Sanepar deverá pagar uma multa de R$ 8 milhões. Vereadores também emitiram certidão para que a Agência Reguladora de Águas e Saneamento (ARAS), faça uma fiscalização efetiva dos serviços que deveriam ser prestados pela empresa. A CPI não descartou também uma ação criminal contra empresa pela poluição dos arroios. Outra irregularidade apontada pelos parlamentares foi a utilização de um terreno, cedido pela prefeitura a Sanepar, através de usucapião.
“É vergonhoso o que a Sanepar fez, quando utilizou de artimanhas para conseguir na marra um terreno do município, no valor de R$ 20 milhões”, afirmou o o vereador Delmar Pimentel (PP). Vereadores apontaram que a empresa não apresentou provas consistentes sobre a transferência do terreno. “Certamente a ação poderá ser anulada, por que apresenta muitas irregularidades. Se o município tiver interesse poderá recuperar esse terreno”, explicou o vereador Pietro Arnaud (PTB).
Renovação do contrato
A polêmica renovação do contrato da prefeitura com a Sanepar, por 30 anos, também foi discutida pelos vereadores. “Não podemos permitir que isso aconteça, sem uma discussão aprofundada do assunto. Trata-se de um contrato em que a empresa pagará R$ 22 milhões ao município e de forma parcelada. Estão negociando um contrato de R$ 2,8 bilhões negociado pelo valor que a empresa consegue faturar em três meses”, disse o vereador Antônio Laroca Neto (PDT).
Nesta semana a prefeitura divulgou a mudança da data da audiência pública da Sanepar para o dia 16 de junho. De acordo com informações da Agência Reguladora de Águas e Saneamento (ARAS), a renovação do contrato, será um dos principais assuntos abordados. “Precisamos investigar a intenção do prefeito Marcelo Rangel, quando insiste em renovar um contrato dessa importância, por trinta anos. Algo não cheira bem nessa história”, avaliou o vereador e presidente da CPI da Sanepar, George Luiz de Oliveira (PMN).