“Ainda ameaçam greve? É brincadeira, né?”, questiona Beto Richa


O governador Beto Richa (PSDB) esteve nesta semana, em Cascavel, região oeste do Paraná, participando da entrega de casas do ‘Programa Minha Casa, Minha Vida’. Durante a visita, Richa falou sobre a greve dos professores, que terá início no dia 17 de outubro, em todo Paraná.
Por unanimidade, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP -Sindicato) decidiu, durante reunião realizada nesta quinta-feira (6), em Curitiba, oficializar o início da greve da categoria para o próximo dia 17. Uma assembleia foi marcada para a quarta-feira (12), apenas para oficializar a decisão. As universidades estaduais também articulam greves. Professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), suspendem as atividades a partir da próxima quinta-feira (13).
Beto Richa se mostrou indignado com a possibilidade de nova greve. “É uma greve infundada. A crise financeira tomando conta do país e aqui nos amenizamos essa crise, por que fizemos o ajuste fiscal. O Paraná foi o único estado que deu reajuste ao servidores e não foi pouco. Demos 10.67% de reajuste. No texto, damos prioridades as progressões e promoções de todo o funcionalismo, que vai demandar cerca de R$ 1,4 bilhões. Feito isso, nós vamos analisar o pagamento do reajuste para o ano que vem. Nenhum estado vai dar reajuste ano que vem e ainda ameaçam greve? É brincadeira, né?”, questionou o governador.
Richa afirmou novamente que a APP-Sindicato, que representa os professores do Paraná, tem finalidade política. “O sindicato todos sabem tem uma orientação político-partidária, muito mais que defender o interesse dos professores. Promovem greves acusações infundadas pra me causar desgaste político”, disse.
A greve de 2015
Em 2015 professores entraram em greve por quase dois meses. No dia 29 de abril de 2015, com um verdadeiro “tratoraço” e apoio de 31 dos 54 deputados estaduais, Richa conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o projeto de lei, que mudou a fonte de pagamento de mais de 30 mil beneficiários para o Fundo Previdenciário.
Dessa forma, a conta dessas aposentadorias passou a ser dividida com os próprios servidores, já que o fundo é composto por recursos do Executivo e do funcionalismo.
O triste episódio que ocorreu no Centro Cívico, em Curitiba, quando educadores e demais servidores públicos foram vítimas de ações truculentas da Polícia Militar, por ordem do governo do estado, ainda não foi esquecido.
Na ocasião, professores, estudantes, agentes penitenciários e integrantes de movimentos sociais lutavam por direitos já adquiridos e foram atacados com balas de borracha, bombas, cassetetes e spray de pimenta. Cerca de 200 pessoas ficaram feridas.
(Fonte e áudio: CNG/UOL)