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Operação Quadro Negro: delator afirma que Rossoni recebeu R$ 460 mil em propina

Operação Quadro Negro: delator afirma que Rossoni recebeu R$ 460 mil em propina
  • Publishedsetembro 1, 2017

 

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“Tragam uma prova do meu envolvimento com a empresa Valor e eu renuncio meu mandato”, disse Rossoni à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins (foto: AEN)

A delação do dono Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, divulgada nesta sexta-feira (1º) pela RPC Curitiba, poderá derrubar muitos aliados do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Entre eles, o chefe da Casa Civil Valdir Rossoni (PSDB). Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins, no mês de março de 2017, Rossoni chegou a dizer que renunciaria o cargo em caso de provas contra ele na Operação Quadro Negro. “Tragam uma prova do meu envolvimento com a empresa Valor e eu renuncio meu mandato”, disse Rossoni. (ouça a entrevista no final da matéria)

A investigação iniciou há dois anos Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). No total foram desviados R$ 20 milhões de verbas que seriam utilizadas na construção e reforma de escolas em todo estado

Eduardo Lopes de Souza disse em sua delação que Rossoni recebeu R$ 460 mil em propina na quando estava no mandato como deputado estadual. O dinheiro teria sido repassado como uma espécie de “compensação” em contratos fraudulentos.

Lopes afirmou que foi Rossoni quem o apresentou ao diretor da Superintendência de Desenvolvimento da Educação (Sude) , Maurício Fanini, responsável por fiscalizar o andamento das construções contratadas junto à Valor. O delator também destacou que as primeiras licitações vencidas pela Valor foram em 2011, em Bituruna, no Sul do Paraná. A cidade é o reduto eleitoral de Rossoni.

“Quando ele me via, me chamava no canto e falava ‘E aí, Eduardo, tem coisa boa para mim hoje?’, esfregando as mãos”, declarou o dono da Valor, no processo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF).

Rossoni nega envolvimento

Em nota, Rossoni negou mais uma vez que tenha havido qualquer irregularidade nas obras de Bituruna, que, segundo ele, “foram concluídas e estão lá para quem quiser fiscalizar”. Defendendo que não deve prevalecer a “palavra de um bandido”, o tucano voltou a dizer que renuncia ao cargo público que ocupa se houver alguma prova contra ele.

 

“Tragam uma prova do meu envolvimento com a empresa Valor e eu renuncio meu mandato”, diz Rossoni

Em entrevista á Rádio T e ao Blog da Mareli Martins no dia 18 de março de 2017, Valdir Rossoni, negou todas as denúncias que envolvem seu nome na operação Quadro Negro, que investiga desvios de verbas da educação.

A investigação iniciou há dois anos Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). No total foram desviados R$ 20 milhões de verbas que seriam utilizadas na construção e reforma de escolas em todo estado. (Ouça a entrevista no final do texto)

Uma matéria publicada no dia 20 de fevereiro de 2017, no Jornal Folha de São Paulo, coloca o nome de Valdir Rossoni em um suposto envolvimento entre poder público e iniciativa privada para desviar recursos da Educação, atingindo verbas federais e estaduais. As construtoras contratadas fraudavam as medições de desenvolvimento das obras por fiscais para conseguir a liberação de recursos da secretaria.

Segundo a matéria, o escritório político do Rossoni tem o mesmo endereço que uma empresa laranja da Valor Construtora para lavar dinheiro. A empresa recebia para construir escolas, mas as obras não foram feitas. Valdir Rossoni negou todas as acusações.

“Eu fiz um desafio a jornalista que fez a matéria, se ela me trouxer uma prova de que eu tinha escritório junto com essa prova, que eu tenho qualquer vínculo com essa empresa, eu renuncio o meu mandato. Eu não brinco em serviço. Prova disso, é que não existem investigações em cima de minha pessoa. Mas parece que tem uma força muito grande e estranha trabalhando para tentar comprometer a minha honra. Faço um desafio a você também, me traga uma prova, que renuncio o meu mandato”, afirmou Rossoni.

Ouça a entrevista (entrevista concedida no dia 18 de março de 2017- sobre a Operação Quadro e o conteúdo agora divulgado por conta da delação do dono da Valor, Eduardo Lopes)

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