TJ-PR rejeita denúncia contra Plauto na Operação Quadro Negro


O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) rejeitou nesta segunda-feira (4) a denúncia contra o deputado estadual Plauto Miró Guimarães Filho (DEM), no processo da Operação Quadro Negro. A operação apura o desvio de R$ 20 milhões de recursos da educação. A decisão do TJ-PR foi unânime, ou seja, os 21 desembargadores decidiram não apresentar a denúncia contra o deputado. A publicação da decisão pelo TJ-PR vai ocorrer nos próximos dias.
O desembargador responsável pelo relatório, Mário Helton Jorge, que avaliou o pedido do MP, rejeitou todos os argumentos da ação apontando “total ausência de justa causa” e “inexistência de qualquer fato, evidência ou provas” contra o deputado Plauto.
Antônio Figueiredo Basto, que atuou na defesa de Plauto, afirma que a decisão foi justa em vista de que não existe nenhum indício contra o deputado. “Plauto foi vítima de uma grande ação política que tinha o único objetivo de prejudicá-lo”, declarou.
O relator destacou ainda que nenhuma das mais de 20 testemunhas ouvidas ao longo do inquérito mencionou a participação de Plauto no esquema. Diante da exposição do relatório, os demais desembargadores do Órgão Especial do TJ-PR decidiram rejeitar a denúncia, deixando claro a inocência de Plauto em relação ao caso.
O deputado Plauto Miró destacou que sempre confiou na Justiça e que provaria a sua inocência. “O tempo todo confiei na Justiça! Fiquei quase cinco anos sendo acusado e julgado por parte da opinião pública. Eu e minha família recebemos todo o tipo de ataque de pessoas que acreditaram nas mentiras que foram publicadas”, afirma o deputado.
Segundo Plauto Miró, o seu nome foi envolvido na operação por meio do empresário e sócio da empresa Valor, Eduardo Lopes, que fez uma delação premiada e que isso foi apenas uma tentativa de Eduardo se livrar dos crimes.
“Ele fez medições fraudulentas, roubou dinheiro público. Ele conseguiu sair da cadeia com essa história mentirosa que ele criou pra sair da cadeia. Mas ele não provou nada. E agora depois de praticamente quatro anos a Justiça disse e comprovou que eu não tenho nada com isso e que sou inocente. Ele criou uma retórica pra tentar sair da cadeia e conseguiu sair. Mas o poder judiciário deixou claro que eu sou inocente”.
A investigação em Ponta Grossa e que mencionava o deputado Plauto era referente às obras da Escola Estadual Francisco Pires Machado, localizada no Cará-Cará, de acordo com a delação do dono da Valor, Eduardo de Souza Lopes.
“Esse bandido criou uma história para sair da cadeia, mas agora ficou provada a minha inocência”, disse o deputado Plauto Miró.