Close

Professores aprovam greve contra privatização das escolas estaduais

Professores aprovam greve contra privatização das escolas estaduais
  • Publishedmaio 25, 2024
Educadores se mobilizam contra privatização das escolas estaduais, proposta apresentada pelo governo de Ratinho Jr (PSD). (Foto: APP/Sindicato)

Na tarde deste sábado (25), educadores aprovaram em Assembleia Estadual, uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 3 de junho. Mais de 4 mil educadores participaram da Assembleia e definiram pela paralisação total das atividades em resposta aos ataques do governador Ratinho Jr.

A Assembleia se manterá permanente para avaliar a movimentação do governo de Ratinho Jr (PSD) e o comando de greve avaliará os passos do governo e mobilizações dos educadores.

Nós precisamos do engajamento nessa frente de luta de todos os professores e funcionários, independente do contrato. Nós precisamos do engajamento, nessa luta, de pais e mães e de toda a comunidade paranaense, pois é o direito de acesso a uma escola pública de qualidade que está sendo negado”, explica a presidente da APP, Walkiria Olegário Mazeto.

A decisão foi tomada após intenso debate devido à falta de diálogo com o governo sobre pautas importantes para a categoria como: pagamento da Data-Base, que nos últimos 12 meses e a dívida de mais 39% do Estado com os educadores e demais servidores; o projeto do governo de privatização de 200 escolas e o fim da terceirização do cargo de funcionários de escola.

Fim da escola pública

Atualmente, o governo abriu uma nova linha de ataques com o envio do projeto Parceiros da Escola, proposta que visa a venda de escolas públicas para empresas. Na última terça-feira (22), o governador sentou com deputados da base para garantir a tramitação da proposta. O projeto será enviado no começo desta semana (27) para a Alep.

A decisão foi tomada após intenso debate devido à falta de diálogo com o governo sobre pautas importantes para a categoria como: pagamento da Data-Base, que nos últimos 12 meses e a dívida de mais 39% do Estado com os educadores e demais servidores ; o projeto do governo de privatização de 200 escolas e o fim da terceirização do cargo de funcionários de escola.

“Este programa é o fim da escola pública, talvez essa seja a  luta das últimas décadas mais importante para nós. Fazemos luta todo ano, defendemos uma escola pública de qualidade todo ano, mas nunca nos deparamos com um projeto que acaba com a escola pública. Se este programa for aprovado e implantado nas escolas, nós vamos, a cada dia, travar uma luta para manter uma escola aberta”, alerta a presidente da APP. 

Confira o calendário de mobilizações aprovado:

27 de maio – Construção da Greve com a criação dos Comandos Regionais de Greve / Trabalho de Base/ Plataforma Zero/ Acompanhamento das sessões na ALEP (Curitiba e RM) 

28 de maio – Construção da Greve com a criação dos Comandos Regionais de Greve / Trabalho de Base/ Plataforma Zero/ Acompanhamento das sessões na ALEP (Curitiba e RM) 

29 de maio – Construção da Greve com a criação dos Comandos Regionais de Greve / Trabalho de Base/ Plataforma Zero/  Plataforma Zero

03 de junho – Início da Greve  e reunião presencial do Comando Estadual de Greve em Curitiba 

04 de junho – Ato Estadual  em Curitiba com a realização de audiência pública do FES e manifestação durante a sessão na ALEP

O que diz o governo

O líder do governo e presidente da Comissão de Educação da ALEP, deputado Hussein Bakri (PSD), anunciou que o projeto será encaminhado na próxima semana para a Alep. Segundo ele, o programa será chamado de Parceiro da Escola e terá como objetivo passar a gestão das escolas estaduais para a iniciativa privada, a partir de 2025.

Bakri informou que serão 200 escolas estaduais que estão com nota baixa no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e em áreas de vulnerabilidade social.

“Trata-se de mais um projeto moderno e inovador, que já está sendo testado em duas escolas desde o ano passado com altos índices de frequência e desempenho dos estudantes bem como ampla aprovação da comunidade escolar. É importante ressaltar dois aspectos: a gestão pedagógica continuará inteiramente sob responsabilidade da Secretaria de Educação e a adesão ao novo modelo só ocorrerá mediante aprovação de alunos, pais e professores”, afirmou o deputado.

Deixe uma resposta