“Ocupação da Alep é legítima e alerta para os riscos da privatização das escolas”, diz deputado Arilson


Deputados fugiram dos professores que lotaram as galerias da Assembleia Legislativa do Paraná nesta segunda-feira (3). Eles protestaram contra o projeto de Ratinho Jr (PSD) que pretende privatizar a gestão de 200 escolas públicas.
Aos gritos de “ladrão”, o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSD), suspendeu a sessão presencial e disse que a “Alep foi invadida”. Depois disso, com medo de voltar ao plenário, de forma covarde, Traiano e todos os 39 de deputados que foram favoráveis ao projeto fizeram a votação de forma online.
Somente os 13 deputados que votaram contra a proposta permaneceram em plenário. Veja os votos no final da matéria!
A medida, na avaliação do deputado Arilson Chiorato (PT), impede a participação, em especial, da comunidade escolar, uma vez que o projeto tramitou em regime de urgência.
“A ocupação da Alep é legítima e alerta para os riscos da privatização das escolas públicas. O PL 345/2024 é maléfico. Hoje, é um dia histórico na defesa da educação pública, professores e servidores da rede estadual de ensino ocuparam as galerias da Assembleia. Um ato político, democrático e sensato em defesa da escola pública”, declarou o deputado.
Segundo Arilson, a luta pela educação pública é de todos. “Essa luta não é apenas dos professores, essa luta é de todos que prezam pelo futuro das nossas crianças e jovens. A educação não é mercadoria”, defende o parlamentar, que é vice-líder da bancada de oposição”, destacou.
Na avaliação do deputado, a terceirização das escolas públicas faz parte da política empregada pelo governo de Ratinho Jr, que é de privatização geral da estrutura do estado. “Porém, a casa, que deveria ser do povo, fechou as portas para os professores e servidores da educação, que precisam forçar a entrada para serem ouvidos. Essa é mais uma privatização do Ratinho, que está privatizando diversos serviços do Paraná”, afirmou.
A fala do governador, feita nesta segunda, que a adesão da greve é baixa, é uma afirmação falsa. Ele que não quer ouvir a verdade que vem das ruas, prefere ouvir apenas os interesses privados ao colocar à venda as escolas paranaenses”, criticou.
O parlamentar, que tem reagido ao processo de sucateamento da educação pública com várias medidas judiciais impetradas pela Oposição tanto na própria Alep quanto no Judiciário. De manhã, durante a manifestação, o deputado Arilson ressaltou seu compromisso com a educação pública e com os servidores.
“O projeto, que querem implantar a qualquer custo, é maléfico. Mais do que isso: é um projeto criminoso contra a escola pública do Paraná, mas já ingressamos com várias medidas, como o mandado de segurança, e vamos continuar ainda mais atuante nesta semana. A Ação Direta de Inconstitucionalidade está pronta”, anunciou em sua fala.
O recurso jurídico deverá ser impetrado em breve, conforme o deputado.
O deputado Arilson, que irá participou da sessão de forma presencial. Pois como foi contrário ao projeto, não precisou fugir dos professores, como fizeram os 39 deputados que votaram a favor da proposta. Os favoráveis não tiveram coragem de voltar ao plenário e votaram em sessão online.
“A primeira votação é constitucionalidade e nós vamos apresentar os argumentos inconstitucionais desse projeto. Depois tem outra sessão, que discute o mérito. Vamos apresentar um substitutivo geral, que anula o projeto, voltando o projeto para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Na CCJ, vou pedir vista do projeto, para que não seja votado hoje. Então, a votação deve se dar amanhã. Eu estou aqui esperançoso, que a luta popular seja ouvida, que os colegas parlamentares entendem, o que de verdade representa esse projeto, que os estudantes não são mercadorias. Espero que haja mudança de posição e esse projeto não passe”, concluiu o deputado.
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