Ratinho Jr pede prisão da presidente da APP-Sindicato por greve contra privatização das escolas públicas


O governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD), pediu a prisão da presidente da APP-Sindicato, Walkiria Olegário Mezeto, por greve contra a privatização das escolas públicas. Ratinho Jr fez o pedido por meio da Procuradoria Estadual do Estado (PGE). A solicitação de prisão foi encaminhada ao desembargador Marcelo Wallbach Silva. . A ação é assinada pela Procuradora do Estado do Paraná, Mariana Carvalho Waihrich.
A PGE afirmou que durante a noite do dia 03 de junho, depois que o projeto Parceiro da Escola já havia sido aprovado em 1ª discussão pelos deputados estaduais, “a APP – Sindicato comunicou através de suas redes sociais a manutenção da greve, mais uma vez demonstrando desobediência à ordem judicial proferida”, diz o documento.
O governo de Ratinho Jr pediu ao desembargador Marcelo Wallbach Silva que aumente a multa de R$ 10 mil para R$ 100 mil — indicando lastro financeiro da entidade sindical, que, segundo a PGE, teria R$ 33,8 milhões em caixa e pouco mais de R$ 2,2 milhões aplicados numa poupança.
E por fim, requerendo “a imediata prisão da sra. Walkiria Olegário Mezeto, atual presidente da APP – Sindicato, pelo crime de desobediência”, diz o documento.
O governador Ratinho Junior sancionou de forma rápida, na noite desta terça-feira (4), o projeto para privatizar a gestão de mais de 200 escolas públicas. A lei foi publicada no Diário Oficial desta terça. A sanção ocorreu poucas horas após a aprovação da proposta na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
VEJA O PEDIDO DE RATINHO JR PARA PRENDER A PRESIDENTE DA APP-SINDICATO

Veja a petição completa
Palavra da APP-Sindicato
Sobre o documento que está circulando nas redes sociais onde o governo Ratinho Jr. pede a prisão da presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, informamos que a Secretaria de Assuntos Jurídicos da nossa entidade, juntamente com deputados estaduais, Defensoria dos Direitos Humanos e OAB/PR, estão tomando todas as medidas políticas e jurídicas necessárias para o cancelamento imediato desta proposição que não possui qualquer fundamento legal.
Tudo isso só confirma as atitudes antissindicais e ilegais deste governo, além de sua truculência contra o funcionalismo público, o autoritarismo e o abuso de poder desproporcional do Estado contra a organização dos(as) trabalhadores(as) da educação.
Ressaltamos que a APP-Sindicato tem zelado pelo cumprimento das normas, para assegurar todos os procedimentos e ações da greve.
Continuemos acreditando na nossa luta!
Porque se a gente se unir, outra educação é possível!
Curitiba, 23h, 4 de junho de 2024.
Direção Estadual da APP-Sindicato