Em um mês de campanha, candidatos à Prefeitura de PG gastaram R$ 5,2 milhões


Após pouco mais de um mês de campanha eleitoral, que teve início em 16 de agosto, os candidatos à prefeitura de Ponta Grossa já registraram gastos no valor de R$ 5,2 milhões à Justiça Eleitoral.
No momento, a campanha mais cara é da atual prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil), que já gastou R$ 1,9 milhão em sua tentativa de reeleição. A campanha mais barata é de Magno Zanellato (NOVO), com R$ 117 mil.
O limite de gastos para o primeiro turno das eleições é R$ 2.290.944,66 para cada candidato.
Veja quem gastou mais até o momento
- Elizabeth Schmidt (União Brasil): R$ 1.907.389,96 (83% do limite)
- Aliel Machado (PV): R$ 1.446.752,22 (63% do limite)
- Mabel Canto (PSDB): R$ 1.355.616,96 (59% do limite)
- Marcelo Rangel (PSD): R$ 388.744,10 (17% do limite)
- Magno Zanellato (NOVO): R$ 117.632,15 (5% do limite)
Veja os detalhes da arrecadação e despesa de cada candidato
Aliel Machado (PV)
Coligação: Ponta Grossa em Primeiro Lugar (PDT, PSB, Federação PSOL/REDE e Federação Brasil da Esperança PT/PC do B/PV).
Recursos recebidos: R$ 2.027.565,00 (88,5% do limite legal)
A maior parte de sua receita (98,64%) vem do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), com R$ 2.000.065,00 doados por partidos.
Doações de pessoas físicas somam R$ 27,5 mil, incluindo R$ 10 mil do próprio candidato.
Despesas: R$ 1.446.752,22 (63% do limite)
Principais gastos:
- Produção de programas de rádio, TV ou vídeo: R$ 220 mil
- Publicidade por materiais impressos: R$ 204 mil
Elizabeth Schmidt (União Brasil)
Coligação: A Força da Verdade (UNIÃO e MDB)
Recursos recebidos: R$ 2.196.100,00 (95,8% do limite)
A maior parte de sua receita (89%) provém do Fundo Eleitoral, com R$ 1.956.000,00 vindos da direção nacional do União Brasil.
Doações de pessoas físicas totalizam R$ 240 mil, incluindo R$ 220 mil doados pela própria candidata.
Principais gastos:
- Produção de programas de rádio, TV ou vídeo: R$ 150 mil
- Consultoria de marketing eleitoral: R$ 125 mil
- Pesquisas de opinião pública: R$ 123 mil
Marcelo Rangel (PSD)
Coligação: Uma Nova Cidade (Podemos, Avante, Republicanos, PL, PMB, PRD, DC, Solidariedade e PSD)
Recursos recebidos: R$ 1.585.900,00 (69% do limite)
A maior parte de sua receita (94,58%) vem do Fundo Eleitoral, com R$ 1.500.000,00 da direção nacional do PSD.
O restante dos recursos é oriundo da doação de pessoas físicas, incluindo o candidata a vice Sebastião Mainardes, que doou R$ 46,5 mil
Despesas: R$ 388.744,10 (17% do limite)
Principais gastos:
- Serviços advocatícios: R$ 150 mil (39%)
- Publicidade por adesivos e materiais impressos: R$ 119 mil
- Serviços contábeis: R$ 40 mil
Mabel Canto (PSDB)
Coligação: Muda Ponta Grossa (Federação PSDB/Cidadania e PP)
Recursos recebidos: R$ 2.482.000,00 (56% do limite)
O Partido Progressista (PP) foi responsável por 93,6% da receita, com R$ 1.200.000,00 vindos do Fundo Eleitoral.
Doações de pessoas físicas somam R$ 82 mil, incluindo R$ 20 mil da candidata a vice-prefeita Sandra Queiróz.
Despesas: R$ 1.355.616,96 (59% do limite)
Principais gastos:
- Produção de programas de rádio, TV ou vídeo: R$ 250 mil (18%)
- Serviços advocatícios: R$ 180 mil
- Consultoria em publicidade e marketing eleitoral: R$ 98 mil
Magno Zanellato (NOVO)
Recursos recebidos: R$ 220.500,00 (9,6% do limite) (fundo eleitoral)
O partido contribuiu com R$ 150 mil, 68% de toda a receita, seguido de uma doação de R$ 50 mil do político Valdemar Jorge, também filiado ao NOVO.
Despesas: R$ 117.632,15 (5% do limite)
Principais gastos
- Publicidade por materiais impressos: R$ 20.400,00 (17%)
- Coordenador de campanha: R$ 17.525,00
- Impulsionamento de conteúdo: R$ 15 mil
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Esta matéria foi realizada com a colaboração do estagiário (estudante de jornalismo), João Vitor Pizani. A supervisão é da jornalista Mareli Martins (Registro Profissional: 9216/PR), conforme convênio de estágio firmado com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).