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CCJ tem bate-boca entre deputados e Renato Freitas chama Traiano de corrupto novamente

CCJ tem bate-boca entre deputados e Renato Freitas chama Traiano de corrupto novamente
  • Publishedfevereiro 24, 2025
CCJ tem bate-boca entre deputados e Renato Freitas chama Traiano de corrupto novamente. (Imagem: TV Alep)

O debate sobre um projeto de lei que define o efetivo da Polícia Militar do Paraná terminou em tumulto e bate-boca entre deputados e assessores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta segunda-feira (24).

O bate-boca entre os deputados Marcio Pacheco (PP) e Renato Freitas (PT) e Ademar Traiano (PSD), presidente da CCJ, foi transmitido ao vivo pela TV Assembleia.

Durante o debate, o parlamentar do PT questiona se o assessor de Pacheco “está com algum problema” e aponta estar incomodado. “Você não tem educação? Você quer ter evidência aqui na sala da CCJ? Estou falando exatamente com você, rapaz! Porque, se você começar a fazer mímicas, dar gargalhadas e interferir na minha atuação parlamentar, eu vou pedir para que o senhor se retire”, diz Freitas antes de ser interrompido pelo colega.

Pacheco respondeu “Deputado, é da minha assessoria parlamentar… O senhor não manda aqui na CCJ”. Renato Freitas rebate: “você é coronelzinho de meia-pataca”.

Na sequência, o presidente da CCJ, Ademar Traiano , tentou interferir no bate-boca, mas acabou batendo boca com Renato Freiras. “Vossa excelência se cale!.. Busca seu histórico! […] Eu conheço a sua história. Não vem fazer teatro aqui nessa Casa”, gritou Traiano.

Renato Freitas respondeu falando sobre os escândalos de corrupção de Traiano. “O senhor é corrupto” [..]. “Não veja me mandar ficar quieto. Mostre o teu histórico, eu não roubo dinheiro público”, afirmou Freitas.

Renato Freitas se refere ao processo em que Traiano confessou ao Ministério Público do Paraná (MPPR) que “recebeu propina”, no esquema de corrupção da TV Assembleia. Com acordo firmando com o MPPR, Traiano não foi investigado e não pagará pelo crime. Por conta disso, Freitas já chamou Traino de corrupto em outra situação.

Traiano já respondeu por outros processos de corrupção, como a Operação Quadro Negro.

O bate-boca só encerrou após a intervenção do deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSD), que pediu para Freitas se acalmar. “Ele [o assessor de Marcio Pacheco] está sentando agora e não está sorrindo. Ele está bem tranquilo ali. Vamos seguir a reunião, vossa excelência merece respeito em todas as sessões. Vossa Excelência tem razão nesse sentido, ele disse que não desrespeitou, mas vossa excelência disse que se sentiu desrespeitado. Vamos seguir a reunião”, disse Romanelli.

DEPOIS DA BRIGA NA CCJ

Em entrevista coletiva após o confronto, Ademar Traiano afirmou que Freitas “não quer cumprir o regimento interno”. “Lamentavelmente, sempre é o mesmo discurso: viver do teatro, da agressão, trazendo equipe para filmar e viver da mídia, do espetáculo”, afirmou.

Sobre a discussão com o assessor do deputado Marcio Pacheco, Renato declarou que parlamentares aliados ao governo evitaram debater a constitucionalidade do projeto e partiram para ataques pessoais.

BRIGA CONTINOU NOS CORREDORES

Nos corredores depois da reunião da CCJ, teve bate-boca e Renato Freitas empurrou o assessor do deputado Marcio Pacheco.

Não há imagens do que aconteceu antes e depois do empurrão. Depois da confusão, os deputados participaram normalmente da sessão na Assembleia.

O que dizem os envolvidos

Em nota, o deputado Marcio Pacheco disse que a postura de Renato Freitas foi uma “agressão a Casa, ao parlamento, aos deputados e aos servidores e que não condiz com a atitude de um parlamentar”.

Freitas também se manifestou dizendo que foi interrompido por alguns parlamentares durante a sessão da CCJ, para “apressar o voto”. Disse também que o assessor de Pacheco, em postura de deboche, começou a gesticular e dar risada, na tentativa de ridicularizar as criticas do parlamentar.

O deputado ainda afirmou que Traiano ignorou a postura de Pacheco e do assessor, que as provocações continuaram do lado de fora e quando o servidor chegou perto, reagiu o empurrando.

O assessor do deputado Marcio Pacheco, Kenny Brayan, informou que “respeita o trabalho de todos e que sempre teve uma postura profissional ética e equilibrada”. Ele também afirmou que “se sentiu humilhado e ofendido e que confia nas autoridades competentes para que a justiça seja feita”.

Em nota, Ademar Traiano avaliou o ocorrido como “fatos lastimáveis” e reafirmou o compromisso com o cumprimento do regimento interno e com a transparência.

“Reitero que todas as medidas necessárias serão tomadas para que as sessões da Comissão ocorram de maneira ágil e coerente. Reitero que a CCJ é uma etapa de extrema importância para o processo legislativo e deve ser tratada com devido respeito e seriedade. Qualquer intenção de atrasar ou causar prejuízos à pauta será combatida regimentalmente.”, disse em nota.

A Alep também se posicionou dizendo que “se algum parlamentar entender que as manifestações ultrapassaram o limite do decoro, podem entrar com uma representação junto ao Conselho de Ética”.

A Assembleia também reafirmou “o compromisso com a liberdade de expressão e o amplo debate de ideais e reforçou que conta com mecanismos regimentais para coibir excessos e responsabilizar eventuais quebras de decoro”.

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