Close

Dom Bruno lança Campanha da Fraternidade em PG: ‘Fraternidade e Ecologia Integral’

Dom Bruno lança Campanha da Fraternidade em PG: ‘Fraternidade e Ecologia Integral’
  • Publishedmarço 5, 2025
Durante lançamento da Campanha da Fraternidade, bispo da Diocese de Ponta Grossa, Dom Bruno Elizeu Versari, questiona o papel da população em relação aos cuidados com natureza:  Deus criou um paraíso e será que o homem está cuidando cuidando bem do meio ambiente? (Foto: Mareli Martins)

A Campanha da Fraternidade de 2025 começou em Ponta Grossa nesta quarta-feira (5), com lançamento no no claustro do Convento Bom Jesus, em Uvaranas. Neste ano, a CF vai abordar o tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema bíblico, extraído de Genesis 1, 31: “Deus viu que tudo era muito bom”.

A data também marca o início da quaresma, que significa os 40 dias em que os católicos se preparam para a Páscoa, a festa mais importante do calendário litúrgico cristão, que celebra a ressurreição de Jesus. Em 2025, o período começa nesta quarta-feira de cinzas (05 de março) e termina na Sexta-feira da paixão (18 de abril).

O conceito de Ecologia Integral se origina do documento Encíclica Laudato Si, do Papa Francisco, elaborado em 2015. O texto, que completa 10 anos, aborda a responsabilidade dos cristãos na defesa da vida e do meio ambiente.

Durante o encontro, o bispo da Diocese de Ponta Grossa, Dom Bruno Elizeu Versari, destacou o papel de toda a população na proteção e defesa do meio ambiente.

“Deus criou um paraíso e colocou o homem como anfitrião, alguém para cuidar de tudo isso. O tempo foi passando e, hoje, nós nos perguntamos: o homem está cuidando bem do meio ambiente? Após o século dezoito, com a industrialização, o mundo se transformou, a necessidade de produção trouxe mudanças ao meio ambiente, ao clima. Tudo mudou e a pergunta que vem em nossa direção é: estamos cuidando do meio ambiente tão perfeito o que Deus criou? É isso que a Campanha da Fraternidade quer nos propor”. 

O bispo foi questionado pelo Blog da Mareli Martins sobre os deveres do poder público, Prefeitura, Câmara dos Vereadores, Assembleia Legislativa do Paraná, Câmara Federal e Senado, pois estes poderes deveriam formular leis de proteção ao meio ambiente, além da fiscalização. Dom Bruno disse que o poder público precisa evoluir na pauta ecologia.

“Acredito que os vereadores, deputados, senadores, a nossa prefeita, todos tem que trabalhar par incentivar a proteção da natureza, seja com leis ou com programas de incentivo, como a coleta seletiva. Fico devendo parte da tua pergunta, mas eu disse para a prefeita, que nós vamos cobrar essas iniciativas. Eu acredito que aqui (na cidade) é preciso avançar na defesa do meio ambiente”, afirmou.

AÇÕES QUE SERÃO DESOLVIDAS PELA DIOCESE DE PG

A Igreja nos convida a fazer gestos concretos. “Desejamos no espaço da nossa Diocese plantar árvores nativas. Isso muitas pessoas podem ajudar. As que têm uma propriedade, as que podem proporcionar condições para esse plantio. Vamos pedir ajuda aos órgãos públicos para obter mudas de árvores, que precisam chegar aos que querem plantar. Gestos juntos porque juntos é possível fazer mais, é possível realizar grandes projetos. Vamos incentivar a coleta seletiva, que existe em Ponta Grossa, mas apoiar a separação dos produtos para serem reutilizados. Isso também é conversão, é mudança de vida. Compreender que eu vivo em um mundo em que o outro também vive e desfruta dele, um mundo não é uma cesta de lixo onde eu posso descartar aquilo que eu não uso. Temos que cuidar dele. E a Igreja convida a cuidar do mundo, cuidar de tudo o que Deus criou, ter esse zelo e conviver em harmonia”, explicou o bispo Dom Bruno.

DOMINGO DE RAMOS

O bispo lembrou ainda que, no Domingo de Ramos, o cristão católico é chamado a contribuir com a Coleta da Solidariedade, no gesto concreto. O Domingo de Ramos será no dia 13 de abril.

“A coleta fazia parte da vida dos cristãos, de doar aquilo que conseguia economizar. O arrecadado na Coleta da Campanha da Fraternidade fica 60% aqui na Diocese, em projetos que vocês poderão ter acesso, conhecer de perto, e 40% vão para a ajuda nacional, para comunidades muito pobres que têm muita dificuldade, que têm necessidade de ajuda, atendendo o pedido de Jesus para socorrer o pobre, o necessitado. É um gesto de conversão, que marca um processo, o resultado de um caminho de volta para Deus, de penitência, de reconhecimento que eu vivo no mundo que Deus criou, o meu irmão é meu irmão e tem direito de viver em um mundo onde as coisas são bem cuidadas” enfatizou o bispo.  

VEJA A ENTREVISTA

(Com informações da Assessoria de Imprensa da Diocese de Ponta Grossa, jornalista: Cláudia Carneiro)

LEIA MAIS

Deixe uma resposta