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CR Almeida pretende destruir mata nativa em PG para construir condomínio de luxo

CR Almeida pretende destruir mata nativa em PG para construir condomínio de luxo
  • Publishedmarço 6, 2025
(Foto: CR Almeida/Divulgação)

A empresa CR Almeida Engenharia e Construções projeta a construção de um condomínio de luxo em Ponta Grossa, próximo ao Lago de Olarias. Para isso, a empresa pretende derrubar grande parte da mata nativa.

O empreendimento, caso seja executado, será em um terreno com 68.375,25 m², com os lotes habitacionais de 28.559,80 m² de área total, localizado na rua Aristides Lobo, nº 819, no bairro de Olarias.

O projeto deverá ser analisado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan).

A derrubada das matas nativas da região é um dos assuntos que preocupa moradores de Ponta Grossa, os grupos de defesa do meio ambiente, que entraram em contato com o Blog da Mareli Martins.

Na quarta-feira (5), durante o lançamento da Campanha da Fraternidade de 2025 pela Diocese de Ponta Grossa, o tema foi levantado pela população que acompanhava o evento, pois o tema da campanha desse ano é “Fraternidade e Ecologia Integral’.

O bispo Dom Bruno Elizeu Versari, disse que não tem informações suficientes sobre o fato, mas adiantou que derrubar a mata nativa não é um procedimento correto.

“Vou buscar mais dados sobre isso, mas acredito que não é assim que deve ser, sair derrubando árvores, quando precisamos justamente plantar mais árvores e esse é um dos pontos que  a campanha da fraternidade aborda”, afirmou Dom Bruno.

O vereador Erick Camargo (PV) falou sobre o tema, na sessão desta quarta-feira (5). Ele deu a sugestão de que no local seja implantada uma praça e não um condomínio de luxo.

“O      espaço fica numa área de preservação permanente e está prevista a derrubada de grande parte da mata nativa. Podemos fazer uma praça ali. Eu me comprometo a usar minhas emendas impositivas para isso”, afirmou o vereador Erick.

Prefeitura não se manifestou

O Blog da Mareli Martins questionou a Prefeitura de Ponta Grossa e aguarda a resposta.

IAT negou licença prévia, mas empresa recorreu

O Instituto Água e Terra (IAT), que é o responsável pela liberação de licenças ambientais estaduais, declarou que a licença prévia foi negada. Porém, a CR Almeid pediu reconsideração, mas fora do prazo e por um sistema diferente do usado pelo IAT. O caso está sob análise do setor jurídico do IAT.

CR Almeida não se manifestou

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