
Os Estados Unidos atacaram a Venezuela na noite deste sábado (3) e capturaram o presidente Nicolás Maduro. Estrategicamente o presidente americano usou o discurso de “libertação do povo venezuelano das mãos do presidente ditador”. No entanto, o verdadeiro interesse de Trump em dominar a Venezuela e tirar Maduro não tem nada a ver com isso. Os EUA estão de olho no petróleo do país, nas terras raras, além de minerais estratégicos.
Mas como esse papo de “libertador o povo do presidente ditador”, quer é ficar de “bom moço”. E o pior é que a direita e a extrema direita abraçou o discurso sem pensar nas consequências da dominação dos EUA em cima da Venezuela.
Por trás dos bombardeios desta madrugada, que atingiram a capital Caracas e mais três regiões, os Estados Unidos alegam o combate ao narcotráfico e acusam o presidente da Venezuela, no poder desde 2013, de ser o líder do Cartel de los Soles, descrito como um grupo ligado ao tráfico de drogas.
Mas especialistas acreditam que há também outras razões para a invasão, que cria tensão na região e gera o medo de uma nova crise de refugiados: o petróleo, minerais estratégicos, como grandes reservas de ouro e terras raras, e até mesmo o interesse em dominar um país cujas influências de Rússia e China são grandes.
Nos ataques deste sábado, as instalações da PDVSA ficaram ilesas, segundo fontes do governo dos EUA, citadas pela imprensa internacional.
A Venezuela possui cerca de 17% das reservas conhecidas de petróleo do mundo, equivalente a mais de 300 bilhões de barris, volume quase quatro vezes maior do que o dos EUA e superior ao da Arábia Saudita, segundo órgãos internacionais do setor energético.
Minerais estratégicos
Além do petróleo, a Venezuela possui reservas significativas de minerais estratégicos, incluindo terras raras, coltan, ouro e bauxita. As terras raras são essenciais para a fabricação de eletrônicos, baterias, turbinas e tecnologias verdes, como carros elétricos e painéis solares. O controle desses recursos é cada vez mais disputado no contexto da transição energética global e da corrida tecnológica entre grandes potências.
A exploração das terras raras na Venezuela ainda é limitada, mas desperta interesse internacional devido à crescente demanda e à concentração da produção mundial na China. Países ocidentais buscam diversificar suas fontes para reduzir a dependência chinesa, e a Venezuela surge como potencial alternativa, apesar dos desafios logísticos, ambientais e políticos.




