
O chamado chavismo de base, ou chavismo militante, decidiu ir ao centro de Caracas para rejeitar a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e exigir seu retorno à Venezuela. O grupo é uma minoria, mas chamou a atenção neste sábado (3), após os ataques dos EUA e prisão de Maduro.
Desde cedo, diversos líderes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), a legenda governista, conclamaram a população a comparecer a atos. O chamado pouco a pouco começou a se concretizar após o meio-dia, quase 12 horas depois da queda do mandatário venezuelano.
A maioria vestia a cor vermelha característica e portava bandeiras da Venezuela e imagens do ditador ou de seu mentor, Hugo Chávez, o populista que governou o país por catorze anos e capitaneou a Revolução Bolivariana, tendo algum êxito no princípio com programas de cunho assistencialista que acabaram não se sustentando no longo prazo.
Maduro pegou o bastão após a morte do chefe, em 2013, e desde então permanecia, apesar de tudo, no Palácio de Miraflores não pelo carisma, mas por ter conseguido engolir as instituições uma a uma, do Legislativo ao Judiciário.




