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Caso Master: transferência de Vorcaro para a PF indica acordo

Caso Master: transferência de Vorcaro para a PF indica acordo
  • Publishedmarço 21, 2026

A investigação do Banco Master ganhou um novo capítulo. A transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para a superintendência da Polícia Federal (PF), que aconteceu nesta quinta-feira (19), pode indicar um sinal de que uma delação premiada está sendo formalizada.

A mudança de custódia, que retira o empresário de um presídio federal de segurança máxima, foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O local para onde Vorcaro foi levado é conhecido por abrigar investigados que optam por cooperar com a Justiça.

 

Mudança na defesa

 

Rumores sobre a delação ganharam força após uma reformulação na equipe jurídica de Vorcaro, o banqueiro substituiu a banca anterior por José Luís Oliveira Lima, criminalista com vasto histórico em acordos de grande repercussão, como os realizados durante a Operação Lava Jato.

Na terça-feira (17) a nova defesa se reuniu com o ministro relator, André Mendonça, para supostamente apresentar a intenção de colaborar. Na delação, não basta ao investigado confessar crimes, é necessário apresentar provas materiais ou indicar caminhos para que a PF valide as informações. Após essa fase de verificação e o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) é que o acordo segue para homologação do STF.

 

Críticas de Gilmar Mendes

 

Nesta sexta-feira (20), a Segunda Turma do STF decidiu, por 4 votos a 0, manter a prisão preventiva do banqueiro e de dois aliados, detidos durante a Operação Compliance Zero.

O ministro Gilmar Mendes criticou a condução do caso, apesar de votar à favor da permanência da prisão preventiva. Mendes classificou como ilegal a manutenção inicial de Vorcaro em um presídio federal de segurança máxima, alegando que não foram preenchidos os requisitos jurídicos para tal rigor.

Ele também condenou o vazamento de mensagens privadas do empresário, obtidas após quebra de sigilo autorizada para a CPI do INSS. Segundo o ministro, a exposição de conversas sem interesse público gerou uma “espetacularização” desnecessária.

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