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Prefeitura de PG diz que paralisação dos motoristas da VCG é ‘política’ e ‘sem motivo real’

Prefeitura de PG diz que paralisação dos motoristas da VCG é ‘política’ e ‘sem motivo real’
  • Publishedagosto 28, 2025
Prefeitura de PG diz que paralisação dos motoristas da VCG é ‘política’ e ‘sem motivo real’.

A Prefeitura de Ponta Grossa disse que a paralisação dos motoristas da Viação Campos Gerais tem “motivação política” e não possui um “motivo real”. A paralisação ocorreu por volta das 12h desta quinta-feira (28), mas o sindicato não informou o percentual de adesão. No momento, a frota está operando 100%.

Veja a nota da Prefeitura:

A Prefeitura de Ponta Grossa informa que acompanha de perto a paralisação promovida por parte dos trabalhadores do transporte coletivo.

Conforme já divulgado pela Viação Campos Gerais (VCG), dos 20 pedidos apresentados pelo sindicato, 14 já foram atendidos, não existindo salários atrasados nem qualquer advertência contra motoristas por descumprimento de horários. Portanto, a mobilização carece de fundamento real, revelando-se desprovida de legalidade e com nítido caráter político.

A Administração Municipal reforça que o movimento prejudica diretamente a população de Ponta Grossa, que depende diariamente do transporte coletivo para se deslocar, colocando os interesses políticos do sindicato acima do direito de ir e vir dos cidadãos.

O Município já determinou o encaminhamento de ofício à concessionária para que sejam descontados dos repasses os valores referentes às linhas paralisadas, de forma a resguardar o interesse público.

Assim, a Prefeitura reafirma seu compromisso em continuar trabalhando pela melhoria contínua do transporte coletivo.

 

Presidente do Sintropas diz que paralisação não é movimento político e cobra dignidade aos motoristas e usuários

O presidente do Sintropas, Luiz Carlos de Oliveira, o “Luizão”, rebateu as declarações da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG), que classificou o movimento como político. Em vídeo enviado ao Portal Mareli Martins, Luizão afirmou que a manifestação foi pacífica e teve como objetivo chamar atenção para problemas estruturais no transporte público. “Não temos cunho político, temos de respeitar os nossos trabalhadores”, declarou.

Entre as principais reivindicações estão os horários apertados, que obrigariam os motoristas a excederem os limites de velocidade para cumprir, colocando em risco a segurança dos profissionais e dos usuários. Além disso, o sindicato denuncia que os trabalhadores não têm tempo suficiente para pausas básicas, como ir ao banheiro, o que estaria gerando desconforto e problemas de saúde.

Luizão também criticou a falta de diálogo da administração municipal com o sindicato. Segundo ele, desde abril o Sintropas vem solicitando ajustes nos horários e condições de trabalho junto à Prefeitura e à Viação Campos Gerais (VCG), sem retorno efetivo. “Os trabalhos nos fins de semana se equiparam à escravidão”, afirmou.

O presidente do Sintropas concluiu pedindo apoio da população para pressionar as autoridades por melhorias no sistema. E reforçou que o sindicato busca garantir segurança e dignidade para os trabalhadores e usuários do transporte coletivo.

A paralisação desta quinta-feira pode ser apenas o início de uma série de manifestações, caso não haja avanços nas negociações.

O que diz a VCG

VCG diz que não tem autonomia

Questionada pelo Portal Mareli Martins, a Viação Campos Gerais, em nota de sua assessoria, também se manifestou sobre a paralisação. A concessionária reafirmou que 14 das 20 reivindicações já foram atendidas e disse que “seis delas entram em operação no dia 1º de setembro.”

Indagada sobre o não retorno aos pedidos do Sintropas, a VCG disse que não ignorou os pedidos e que sempre se colocou a disposição para dialogar. “Só não temos autonomia para mudar horários, isto é competência do poder público” diz a nota.

De acordo com a empresa, há esperança de que tudo se resolva em breve, e que tudo está sendo feito no sentido de haver um acordo com os motoristas.

 

Com a colaboração de Eder Carlos Wehrholdt, estagiário de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

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