Greve nas universidades continua: professores da UEPG protestam na Assembleia Legislativa


Após a decisão pela continuidade da greve, que foi votada em assembleia, nesta quarta-feira (10), os professores do Sindicato dos Docentes da UEPG (SINDIUEPG) estiveram na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), para cobrar uma postura dos deputados em relação à criação de emendas ao projeto de reajuste dos servidores, que será votado na próxima segunda-feira (15). A categoria reivindica o aumento de 8,17%, em parcela única, e a manutenção da data-base em maio.
De acordo com o presidente do SINDIUEPG, Marcelo Bronoski, a proposta do governo e que foi aceita pela APP-Sindicato, não representa o que os professores das universidades reivindicam. “Nós consideramos que o governo deveria conceder o reajuste de 8,17% ainda neste ano. Não é aumento salarial e sim a reposição da inflação. Não concordamos com a reposição de apenas 3,45% neste ano e o restante nos próximos anos”, destacou Bronoski.
Os professores conversaram com deputados da bancada de Oposição e também com o líder do governador Beto Richa, na Alep, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). “Nós estamos sempre abertos ao diálogo, mas deixamos claro aos professores, que o Governo não tem condições de conceder os 8,17% neste ano. A princípio, não haverá emendas no projeto de reajuste dos servidores”, explicou Romanelli.
Além disso, o deputado destacou que ficou acordado que os professores deverão montar uma comissão para estabelecer um diálogo com o Governo. “Vamos proporcionar uma reunião com o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes. A intenção é que possamos discutir outras pautas de interesse das universidades”, afirmou o deputado Luiz Cláudio Romanelli.
Por conta da greve, desde o dia 19 de maio, o calendário universitário da UEPG está suspenso. Além disso, houve suspensão do vestibular de inverno, que seria realizado nos dias 12 e 13 de julho.