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Acompanhe a entrevista do prefeito Marcelo Rangel na Rádio T

Acompanhe a entrevista do prefeito Marcelo Rangel na Rádio T
  • Publishedsetembro 14, 2015

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Rádio T: O senhor já está chegando ao seu último ano de mandato. O que o senhor já concluiu nestes quase três anos? Qual a avaliação que o senhor faz do seu governo? O que o ponta-grossense pode esperar do seu último ano de mandato?

Marcelo Rangel: Mesmo passando por uma crise aguda no país, crise política, econômica e ética, a nossa cidade tem bons números. Nós temos muito a comemorar, principalmente na evolução e no desenvolvimento. Hoje ouvi a Rádio T noticiando que Ponta Grossa está entre as cem cidades do Brasil para investir em imóveis, isso mostra o nosso crescimento. Quanto a avaliação, acredito que ela tem que ser feita pelos cidadãos. Sabemos que a população está feliz pela cidade, mais de 90% dos ponta-grossenses estão felizes e não pretendem ir embora. Eu acho que estamos numa boa direção, num bom caminho.

Rádio T: No próximo dia 21, os prefeitos farão um manifesto por conta do atraso nos repasses do governos Federal e Estadual, a prefeitura de Ponta Grossa também foi afetada por isso?

Marcelo Rangel: Estamos passando pelas mesmas dificuldades que o Brasil inteiro passa. Ponta Grossa não está distante disso, as dificuldades são enormes. Recebemos a informação de que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que são os impostos que pagamos ao Governo Federal, teve queda de 37% a 45%, se isso continuar, teremos um acumulado de quase R$ 8 milhões. Isso é drástico e dramático para um cidade grande como Ponta Grossa, imagine as menores. Todos os prefeitos precisam se unir, por que isso divulga o que estamos passando em relação a economia.

Rádio T: O senhor anunciou algumas medidas e alguns cortes de cargos em comissão, com o objetivo de cortar gastos. Na prática o que foi feito?

Marcelo Rangel: Sem dúvida, desde o início do ano, nos demonstramos que teríamos dificuldades, todas as medidas de austeridade anunciadas foram efetivadas. Além disso, infelizmente, a arrecadação do município também caiu e isso afeta também.

Rádio T: Neste caso dos cargos em comissão houve algum corte de fato? Efetivamente quantos cargos o senhor cortou? Em relação ao excesso de Função Gratificada. Isso prejudica também o município, como resolver esta situação?

Marcelo Rangel: Nós temos uma meta até o final do ano de cortar 20% dos cargos em comissão. Isso está sendo efetivado. Mas quando se fala neste assunto, fazem um debate demagógico e estamos falando de servidores que prestam um serviço a comunidade. Apoio quem trabalha e no caso dos comissionados, que não tem nada garantido como os efetivos, apenas o trabalho mede o desempenho deles. Por isso, eu acredito que com o trabalho destes servidores nos podemos avançar também.

Rádio T: Ponta Grossa está entre as 100 cidades com potencial para investimento, mas o fato de que ainda não temos um Plano Diretor, não atrapalha a cidade? Poderíamos estar melhores colocados, o senhor não acha?

Marcelo Rangel: O nosso maior problema é a falta de planejamento. Em muitos anos não tivemos planejamento. Tudo foi feito de forma desorganizada e isso prejudicou a nossa cidade. Talvez o maior legado que vamos deixar é o Plano Diretor, que está sendo feito pelo Iplan. A principal função do Iplan é construir este Plano Diretor. Ele foi debatido com a população, com técnicos e engenheiros. Poderíamos sim estar melhores com mais planejamento.

Rádio T: Sobre alguns projetos do Iplan, o senhor anunciou Parque Central, a Rota da Acessibilidade entre outros projetos. O que houve com o Parque Central? Estas obras serão entregues? Sabemos que o Iplan desenvolve estudos, mas o que vai de fato sair do papel?

Marcelo Rangel: Sem dúvida a população está descrente, nos dias de hoje, com a política e a imprensa não consegue divulgar os trâmites destas obras. O Parque Central é uma grande obra (mais de R$10 milhões), estamos fazendo adaptações e até 30 de setembro, entregaremos o projeto e em outubro, faremos a licitação. E pretendemos no mês de julho entregar o primeiro grande parque, atrás do Muffato. Na verdade o Parque Central é uma união com o Parque Ambiental. Com a Fecomércio vamos revitalizar a Estação Saudade, a rua Fernandes Pinheiro (cerca de R$ 8 milhões em investimentos). Nós também queremos abrir um edital de licitação para o Mercado Municipal, para que a iniciativa privada possa trabalhar nisso também. O Parque Central, do Ambiental até a Arena, queremos entregar até julho, do ano que vem.

Rádio T: Em relação aos problemas da UTI Pediátrica. Existia um convênio com o Estado, para que a UTI funcionasse no Hospital da Criança. Sabemos que o senhor tem um relação afinada com o governador, como resolver este problema de UTI, inclusive pela perda de uma criança neste fim de semana?

Marcelo Rangel: Desde 2012, os leitos de UTI Pediátrica foram desativados do Hospital da Criança, pela Vigilância Sanitária. Eles  foram para o Hospital Regional, devido à estrutura. O HC possui os equipamentos de UTI funcionando, mas quando se fala em UTI, não são apenas equipamentos, são 50 funcionários, para que funcionem dez leitos, ao menos vinte médicos são necessários. A morte da criança, neste sábado, foi uma fatalidade, que me deixou muito triste. Três médicos reanimaram a criança, trabalharam muito para salvar esta criança, existe uma suspeita de uma síndrome muito rara, como a Síndrome de Stevens-Johnson, mas o diagnóstico chegará nos próximos dias. Não é verdade que a criança morreu por falta de UTI.

RÁDIO T: Teremos solução para isso, seja pelo estado ou pela prefeitura?

Marcelo Rangel: Quando passamos para o Hospital Regional, isso foi feito por que lá temos especialistas para fazer o atendimento. Precisamos falar com o Governo do Estado para que possamos ampliar o número de leitos. Farei isso ainda hoje.
Estamos atendendo pacientes dos Campos Gerais, precisamos de mais leitos e mais especialistas. Tivemos muitos avanços no Hospital da Criança, que tem uma das menores taxas de mortalidade do país, mas no Hospital Regional a estrutura é melhor para suportar a UTI Pediátrica.

Rádio T: Em relação ao Centro Regional de Especialidades, que conta com investimentos de R$ 7 milhões do Governo Estado para construção e mais R$ 5 milhões para compra de equipamentos, esta obra será entregue? A previsão era de dois anos para construção e o senhor já está quase no último ano de mandato, sendo assim, esta obra vai sair?

Marcelo Rangel: Nossa meta é para julho e agosto, depende de fatores climáticos, tivemos atrasos em algumas obras devido às chuvas, exemplo disso é a Trincheira da Ernesto Vilela. Mas pretendemos entregar o Centro Regional de Especialidades. Em 2016 a obra estará pronta e funcionando, mas não posso te precisar o mês. Este foi um dos grande compromissos do nosso governo.

Rádio T: Mas a obra já começou?

Marcelo Rangel: Sim a obra já começou. Agora a previsão é de que em um ano, a obra seja concluída.

Rádio T: Como está a área de pavimentação? Como está a sua administração em relação a isso?

Marcelo Rangel: Este é um dos maiores desafios de Ponta Grossa. Nós falamos sobre a falta de planejamento, mas também é preciso dizer que a cidade tem problemas geográficos. Este é um problema complicado. Muitos bairros estão recebendo pavimentação. Hoje de seis a dez bairros estão com obras.Quando assumimos, 50% da cidade não tinha pavimentação. Para o ano que vem estão previstas obras em todos os quadrantes da cidade. Estamos trabalhando pra isso. Faremos amanhã o lançamento de um programa que aumenta o número de parcelas da CPS, diminui o valor, para que se faça mais.

Rádio T: Com R$ 5 milhões aprovados recentemente na Câmara, é possível resolver o problema da CPS?

Marcelo Rangel: Quando assumimos a gestão, a CPS estava quebrada, totalmente sem condições. Estavam fazendo as casas do Parque dos Sabiás, do Minha Casa, Minha vida. A CPS faliu, tínhamos muitas asfaltos pagos , sem dinheiro e com uma dívida grande. Recuperamos a CPS e agora no terceiro ano, com a casa em ordem, vamos colocar em prática muitos programas. O que a população paga não cobre todo o serviço.

Rádio T: Existe subsídio para a CPS?

Marcelo Rangel: Sempre existiu, temos um valor menor que é repassado para a população, previsto em lei. O que nos podemos fazer é aumentar o número do parcelas.

Rádio T: Temos um contrato de renovação com a Sanepar? Por que essa renovação? A prefeitura 100% de esgoto para PG?

Marcelo Rangel: 100% é impossível. Seria espetacular, mas nem em primeiro mundo isso existe, o que existe é de 94 a 95%. Alguns avanços significativos aconteceram no trabalho da Sanepar. Ponta Grossa está entre as melhores municípios em saneamento do país. Quem não lembra das crianças pisando em esgoto a céu aberto? A Sanepar faz um trabalho bom , existem problemas, como falta de água, mas isso ocorre no Brasil inteiro. Não consigo ver no Paraná outra empresa para fazer o saneamento da cidade, pela qualidade e estrutura da Sanepar. Se podemos garantir investimentos da Sanepar com esta renovação, por que não discutir isso com a comunidade?

Rádio T: Se está indo bem com a Sanepar, por que renovar o contrato no meio dele?

Marcelo Rangel: Não estamos obrigando esta renovação, o contrato já é longo, nós estamos discutindo isso. Pois se tiver a renovação, neste ano, mais de 10 milhões de investimentos virão para a cidade. O nosso Lago de Olarias pode virar um Barigui da noite para o dia. E se podemos cobrar que a Sanepar faça investimentos, por que esperar?

Rádio T: Mas a avaliação do trabalho da Sanepar não é dos melhores. Temos muitos esgotos a céu aberto em Ponta Grossa. Temos uma certidão que comprova isso, a Sanepar pode ser multada em até 8 milhões. Qual a atitude que a prefeitura tomou?

Marcelo Rangel: A Aras faz esta fiscalização, eu não tenho essa informação agora, mas certamente, os encaminhamentos foram tomados. Talvez seja este o momento de fazer estas cobranças Para que as falhas sejam corrigidas, inclusive, com a aplicação de multa. Se não fizermos agora, o contrato vai continuar de qualquer maneira. E ninguém vai conseguir fazer muitas coisa, em relação a isso. Alguém aqui consegue imaginam que outra empresa que não tem comprometimento com o Paraná e que não tem nome e nem conhecimento, possa vir aqui e assumir este serviço. Acho difícil.

Rádio T: Se discute um contrato de 30 anos com a Sanepar. Não é um contrato muito longo? Ofertar 10 milhões em investimentos, chegando a 20 milhões para um contrato de aproximadamente 3 bilhões, não é muito pouco prefeito?

Marcelo Rangel: Este valor foi muito debatido em Maringá, Cascavel e Londrina. Nós estamos estudando, com o auxilio da Câmara dos Vereadores. Na verdade é uma readequação e os investimentos serão visíveis. O contrato continua até 2026, no caso de continuidade, permanece o contrato vigente, por isso, estamos pedindo as adequações. Sabiam que a prefeitura tem uma dívida de 30 milhões com a Sanepar? A prefeitura nunca pagou água e aí como se paga uma dívida dessas?

Rádio T: Em relação a habitação: o senhor vai conseguir cumprir a meta de entregar mais de 10 mil moradias?

Marcelo Rangel: Tenho que ser sincero, quando se chega a um poder público que é algo muito complexo, ficamos maduros. Nossa meta era chegar a 10 mil moradias, o que descobrimos ao longo da gestão, que não adianta chegar no maior número de moradias e não ampliar as possibilidades, com outras faixas. O importante é a evolução do Minha Casa, Minha Vida.

Rádio T: Tivemos uma decisão do Tribunal de Justiça, por liminar, dizendo que foram irregulares os aumentos do IPTU e Taxa de Coleta de Lixo. Se a prefeitura perder isso, como vai ficar essa situação?

Marcelo Rangel: Você disse bem, se perder! Não perdemos e acredito que fizemos o correto, isso precisa ser discutido, não aumentos o IPTU, temos problemas com vazios urbanos, terrenos baldios, a população não aceita mais isso. Nós taxamos sim os terrenos baldios, vamos recorrer, eu trabalho pela justiça. E nossos procurados disseram que estamos certos.

Rádio T: O senhor diz isso também sobre a taxa de coleta de lixo?

Marcelo Rangel: Vamos aguardar a decisão da justiça. Estas determinações foram necessárias, caso contrário, a cidade estaria terrível em arrecadação, são medidas impopulares que precisam ser tomadas.

Rádio T: Sobre o Aeroporto, temos a informação, de bastidores de que a empresa Azul não vai operar mais no Aeroporto? Isso é verdade? Quando as obras serão entregues.

Marcelo Rangel: Esta é uma informação de porão. Agora temos um Aeroporto preparado (R$ 5 milhões) para fazer as linhas de Ponta Grossa a São Paulo. Temos que elencar as prioridades, nenhuma grande cidade se desenvolve sem um Aeroporto. Temos maiores indústrias vindo para cidade e precisamos deste suporte. Estou em contato direto com o presidente da Azul e eles estão confirmados conosco. No Brasil inteiro, muitas empresas estão cortando linhas, por isso surgem estes comentários de bastidores.Mas não é verdade. Acreditamos que em outubro as linhas estarão regulares.

Rádio T: Três obras de Cmeis e escolas estão com problemas, a empresa Valor Empreendimento está sendo investigada pelo Gaeco, por superfaturamento de obras no Paraná. Mesmo que isso não tenha acontecido em Ponta Grossa, as obras estão paradas e seriam entregues em outubro de 2014, mas problemas judiciais a empresa parou a obra. Como resolver isso?

Marcelo Rangel: Este é um assunto importante e é bom falar sobre isso no rádio. Estas obras foram muito bem fiscalizadas pelos nossos engenheiros, que são muito corretos. Temos todos os documentos corretos e isso acaba nos dando esta segurança. Estamos rompendo o contrato com esta empresa, que não teve problemas em Ponta Grossa. O que acontece é que a licitação é feita pelo menor preço, e se entra uma empresa que não tem responsabilidade, ninguém imagina que é culpa da empresa.

Rádio T: As eleições municipais estão se aproximando, três nomes aparecem muito bem nas pesquisas, o do senhor e dos deputados Marcio Pauliki e Aliel Machado. Como o senhor vê este cenário? E como está o seu trabalho para a reeleição, já confirmada pelo seu líder na Câmara, vereador Romualdo Camargo?

Marcelo Rangel: O Romualdo confirmou, mas acho que este é um desejo dele. Eu não estipulei nada disso. Esta não é minha meta. Isso acaba trabalhando o nosso trabalho, até o final de 2016 temos muitos metas de obras a cumprir. Não estou pensando em eleição, este debate nos prejudica. Claro que na eleição do ano que vem, tudo isso será apresentado, os números serão apresentados, independente de quais sejam os candidatos. Aqueles que vão concorrer vão falar sobre isso. Estou preparado para executar os meus compromissos. Temos muitos motivos a comemorar.

Rádio T: Como está a participação dos deputados estaduais e federais como município?

Marcelo Rangel: O município precisa de recursos e o estados são importantes neste ponto. Eu tenho um bom relacionamento com o deputado Plauto, estivemos entregando uma obra de capacitação para produtores rurais, no último fim de semana. Ele nos ajudou com recursos para a Ernesto Vilela. É um grande parceiro. Acredito que o relacionamento com os deputados tem que ser respeito e cordial, por que juntos podemos avançar.

Rádio T: O senhor se referiu a apenas um deputado, mas e os outros? Como é o seu relacionamento com deputados estaduais Péricles e Marcio Pauliki? E com o deputado federal Aliel Machado?

Rádio T: Vamos aos nomes, o que o Marcio Pauliki trouxe? Não trouxe nada?

Marcelo Rangel: Não é que ele não trouxe nada, mas a situação do estado não é das boas, foi feito o reajuste fiscal, mas em fim, com relação ao Marcio, eu tenho pouco contato com ele, nada mais direto. Praticamente não nos falamos.

Rádio T: Não se acertaram?

Marcelo Rangel: Realmente tenho pouco contato com o Marcio.

Rádio T: O senhor e o deputado Marcio Pauliki já foram unidos, estiveram juntos em outras eleições, depois romperam e isso é público. Mas não está na hora de quebrar este gelo para beneficiar a cidade?

Marcelo Rangel: Sem dúvidas. Para vencer qualquer crise é preciso união. Se trabalharmos juntos, com amor a nossa terra, quem ganha é a cidade. Até por que não adianta apenas falar mal. Isso é muito fácil. Difícil é mostrar trabalho. Eu converso muito com o deputado Péricles, ele também é nosso parceiro. Quanto ao Marcio, realmente tenho pouco contato.

Rádio T: E como é sua relação com o deputado federal Aliel Machado?

Marcelo Rangel: Converso muito com o Aliel, ele também é nosso parceiro. Temos algumas emendas dele, que foram encaminhadas ao Hospital Municipal e para a área de mobilidade urbana. São emendas impusitivas, infelizmente como o Governo Federal está quebrado, não sei se serão cumpridas. Mas ele nos contemplou com isso. Minha relação com o Aliel sempre foi muito produtiva.

Rádio T: Em dez anos teremos arrecadação igual a de Maringá?

Marcelo Rangel: Vamos passar isso, estamos num desenvolvimento acelerado , ninguém mais segura a nossa cidade. Estamos melhorando no ranking. A duplicação Ponta grossa/Apucarana está nos dando uma condição de logística muito boa, por isso ressalto o trabalho do Governo do Estado.

Rádio T: Os secretários já estão liberados para conceder entrevista aqui na rádio? Por que o senhor proibiu a vinda dos secretários na rádio T?

Marcelo Rangel: Isso é boato, como disseram aqui, boatos de bastidores de porão. Podem contar com nossos secretários.

Rádio T: Não foram boatos, prefeito! Tua assessoria nos ligou comunicando sua determinação, de que os secretários estariam proibidos de vir aqui. O que senhor nos diz sobre isso?

Marcelo Rangel: Fizeram um comunicado oficial? Mas eu não determinei isso. Podem contar com nossos secretários, pois queremos transparência. Ponta Grossa é referência em transparência. Amanhã nossa cidade completa 192 e temos muito a comemorar.

 Confira a entrevista concedida ao Tnews-Rádio T

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