Com cinco deputados e um prefeito que prometeu “revolucionar a Saúde”, PG ainda espera por leitos de UTI

nobres deputados

 “O município diz que a responsabilidade é do governo do estado e o estado afirma que é dever do município. Um joga para o outro e quem perde somos nós. Perdi minha querida Valentina”, lamentou Elis Regina de Almeida, avó da criança que morreu, neste sábado, por falta de UTI.”

Prestes de completar seus 192 anos e com uma população estimada em 337 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ponta Grossa possui cinco deputados, sendo três estaduais e dois federais e um prefeito que se elegeu com a promessa de “revolucionar a saúde”. Mas quando o assunto é saúde pública e principalmente UTI Pediátrica, o município, mostra que de fato ainda precisa melhorar a sua representação. A cidade possui apenas três leitos de UTI Pediátrica  e não conta com UTI Pediátrica de Alta Complexidade. Os leitos estão no Hospital Regional Universitário dos Campos Gerais “Hospital Regional”.

A falta de leitos de UTI Pediátrica ganhou mais repercussão, nesta semana, devido a dois casos de bebês que precisaram deste atendimento. No último dia 07 de setembro, a família do bebê de quatro meses, Marcelo Henrique de Lara, passou por momentos de desespero, por que o menino ficou 48h a espera de um leito de UTI com Neuropediatria. O pequeno ficou internado no Hospital da Criança, em Ponta Grossa, até conseguir a vaga, em União da Vitória. 

 E neste sábado (12), uma situação ainda mais grave e triste ocorreu, a morte da pequena Valentina Renata Rocha, de três meses de idade, que veio a óbito por falta de leitos de UTI Pediátrica. Por conta de uma grave infecção de pele, Valentina precisava de um leito de UTI de Isolamento e segundo a família a transferência para o Hospital Universitário só ocorreu, quando as chances de sobrevivência, praticamente não existiam mais.

Segundo a avó de Valentina, Elis Regina de Almeida, de 45 anos, houve descaso no atendimento. “Se tivessem transferido antes, ela poderia ter se salvado. A secretaria municipal de saúde nos disse que é responsabilidade do estado e o estado diz que é do município. Um joga para o outro e quem perde somos nós. Perdi minha querida, Valentina”, lamentou Elis.

O prefeito Marcelo Rangel (PPS) fez uma campanha pautada na “revolução na saúde”, a UTI Pediátrica foi uma de suas bandeiras e, no entanto, na prática nada mudou. Além das promessas eleitoreiras de Rangel, o município, possui os deputados estaduais, Marcio Pauliki (PDT), Plauto Miró (DEM), Péricles Holleben Melo (PT) e os deputados federais Sandro Alex (PPS) e Aliel Machado (PCdoB). E mesmo com um aumento no número de representantes, na prática nada se vê. O que vemos são excessos de aparecimentos nas mídias para dizer nada

O que dizer dos deputados estaduais? Um adora tirar fotos de “visitas a secretários estaduais, num estilo eleitoreiro de dizer “estive aqui”. Mas é possível completar a frase dizendo “estive aqui e nada fiz, mas apareci”. Um deles é dono de vários mandatos, tem como meta aparecer ao lado do nobre governador Beto Richa (PSDB) e dar um recado já bastante claro “estou com ele pra tudo”. Já o outro, vive de intelectualidade, bons discursos, sempre ao lado dos trabalhadores, mas em matéria de saúde pública, nada fez também.

E os deputados federais? Um se preocupa exaustivamente em dizer que “tudo fui eu que consegui”. Tantas emendas parlamentares, mas e na prática? Aliás, quem tanto criticou o Hospital Regional, cá entre nós, não tem moral para posar em fotos em entrega de equipamentos, que não tiveram sua participação. E outro deputado, ainda que novo, está entrando na mesma onda de brigar por “quem é o pai da criança”. Na área de saúde pública, também nada de concreto se percebe. Um é aliado do Governo do Estado, outro é parceiro do Governo Federal, mas o fato é que estas alianças não geram frutos, a não ser para eles mesmos.

Quantas crianças precisam morrer para que alguém tome providência? Onde foram parar os dez leitos de UTI retirados do Hospital da Criança, em 2013, pelo prefeito Marcelo Rangel? Três estão no Hospital Universitário dos Campos Gerais e os outros sete? Será que nossos deputados vão, um dia, deixar de lado as brigas pessoais e eleitoreiras? Quando a população será beneficiada? Não adianta aumentar o número de representantes e a cidade continuar sem representação. Está na hora de mostrar “coragem para avançar” e dizer que “Ponta Grossa é uma cidade viva”. Ao mesmo tempo lembrar que o Paraná “é o Paraná que acredita”. E não esquecer que “Isso dá pra fazer” e que “Chegou a Hora”.

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Um comentário

  1. E se esperar dessas pessoas Plauto nem aí com ponta grossa perícia demagogo Márcio pauliki querendo saudar suas dívidas com o leão Sandro Alex promovido pelo rádio igual seu irmao Marcelo Rangel e o alie querendo enriquecer a qualquer custo minha opinião estamos ferrados amigo eleitor temos eleições municipais ano que vem não se troquem por 3 kilos de linguiça pão e cerveja da pior marca pronto falei

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