Câmara rejeita projeto de extinção da TV Educativa de Ponta Grossa

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Em sessão extraordinária nesta quarta-feira (18), vereadores derrubaram a proposta do prefeito Marcelo Rangel sobre o fechamento da TV Educativa. (Foto: José Aldinan- CMPG)

Foi por pouco, mas os vereadores de Ponta Grossa não aprovaram o projeto do prefeito Marcelo Rangel (PPS), que tinha como objetivo fechar a Fundação Educacional de Ponta Grossa  (Funepo). O projeto recebeu 14 votos favoráveis e 8 contrários, mas para ser aprovado precisava  de dois terços dos vereadores  (16 votos).

O presidente da Câmara de Ponta Grossa, Sebastião Mainardes Júnior (DEM), afirmou que a decisão em manter a TV Educativa foi um erro, por que a prefeitura não terá como pagar os servidores concursados do órgão. “Infelizmente tenho que dizer aos senhores, que nós rejeitamos um projeto que não vai causar problema nenhum ao prefeito e sim para Funepo. Nós já votamos os créditos de pagamento, infelizmente foi cometido um grave erro aqui, por que não vai ter como pagar os funcionários. Esta casa hoje acabou de criar um grande problema para os servidores. Eu sempre digo que nós não podemos interferir na competência do Executivo e hoje nós interferimos”, disse Mainardes.

O vereador Daniel Milla (PV), também foi favorável ao fechamento da TV Educativa e se mostrou surpreso pela decisão dos colegas. “Fiquei assustado com a reprovação desse projeto e acredito que isso pode causar problemas orçamentários para a Funepo. O prefeito ter poder discricionário e nós estamos tratando de mudanças administrativas no Executivo”, destacou.

Segundo o vereador Pietro Arnaud (Rede Sustentabilidade), que foi contrário ao fechamento da TV Educativa, a justificava da prefeitura de que a extinção da Funepo trará economia não é verdadeira, por que o prefeito não vai cortar os cargos comissionados. “Mesmo com o argumento do governo de que estariam diminuindo gastos, na prática, isso não aconteceria. O prefeito diz que não precisa mais da Funepo, da TV Educativa, mas não quer abrir mão dos seis cargos comissionados que nomeou lá, ou seja, não haveria economia. Além disso, os quatorze servidores efetivos,  que fizeram concurso estariam sendo transferidos para o quadro único da prefeitura e as funções gratificadas também”, declarou o vereador.

Para o vereador Ricardo Zampieri (SD), outro problema é forma como serão utilizados os cargos técnicos e concursados da TV Educativa, em caso de fechamento. “São cargos concursados, como operador de VT, operador de imagem, cinegrafista e qual será o trabalho deles na administração pública? Qual será o real aproveitamento  desses profissionais?”, questionou.

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