Operação Carne Fraca: ex-executivo da JBS confessa pagamento de propina ao PMDB do Paraná

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O  ex-executivo da JBS, Flavio Cassou, admitiu pagamento de propina a agentes do governo, incluindo políticos do PMDB do Paraná  e também  a fiscais do Ministério da Agricultura (Facebook/Reprodução)

Em depoimento à Justiça Federal na última sexta-feira (1º), o ex-gerente JBS/Seara na Lapa (PR), Flavio Cassou, disse que políticos do PMDB do Paraná receberam propina. Ele falou também sobre pagamentos de propina a fiscais do Ministério da Agricultura (Mapa), por ordem expressa da matriz da empresa de Joesley Batista.

Por enquanto, o depoimento de Flavio Cassou ficará em sigilo até que seja homologada a delação premiada do ex-superintendente do Mapa no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, apontado como líder no esquema de corrupção investigado na Carne Fraca.

A Operação Carne Fraca apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos. A investigação da PF indica que eram usados produtos químicos para maquiar carne vencida, e água era injetada nos produtos para aumentar o peso. As carnes irregulares eram vendidas no Brasil e no exterior. Há também casos de papelão em lotes de frango e carne de cabeça de porco em linguiças.

A Operação Carne Fraca está no fim da fase dos depoimentos de testemunhas. Até o dia 19 de dezembro todas devem ter sido ouvidas. Ao todo são 60 réus nas seis ações penais instauradas. Até agora, nas seis ações somadas foram indicadas 630 testemunhas, além dos 60 interrogatórios dos réus.

A partir do dia 19, o processo caminha para a reta final. Podem ser feitas diligências complementares se necessário, além das alegações finais, e, por fim, as sentenças do juiz Marcos Josegrei as Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba. Paralelamente, novas ações podem surgir no STF na medida em que o processo envolva políticos com mandato.

A Carne Fraca mantém atualmente oito presos preventivos desde o dia 17 de março. São fiscais, donos de frigoríficos, além de Flávio Cassou, que é veterinário e ex-gerente da JBS/Seara, na unidade da Lapa, na região metropolitana de Curitiba.

Ainda estão presos Daniel Gonçalves, ex-superintendente do Mapa; Maria do Rocio, ex-chefe do Serviço de Inspeção de Produtos Animais no Paraná; Juarez José Ide Santana, chefe do Mapa em Londrina; Idair Peccin, dono do frigorífico Peccin; Paulo Rogério Sposito, dono do frigorífico Larissa; e os fiscais Luiz Carlos Zanon Junior e Eraldo Cavalcanti Sobrinho.

Os frigoríficos Peccin e Larissa permanecem interditados. Após a operação, em março, uma fiscalização extraordinária do Mapa constatou a inobservância dos parâmetros necessários previstos em regulamentação.

(Com informações do Paraná Portal)

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