“Não tenho dúvidas sobre a minha candidatura ao cargo de deputado federal e estou preparado para a renovação do Congresso”, diz Pauliki

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“Acredito que a região dos Campos Gerais possui totais condições de eleger três ou quatro representantes na Câmara Federal”, declarou o deputado estadual Marcio Pauliki (PDT). (foto: Mareli Martins)

Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins nesta segunda-feira (12), o deputado estadual Marcio Pauliki (PDT) falou sobre sua candidatura ao cargo de deputado federal. Pauliki discordou da afirmação de seu concorrente, deputado Sandro Alex (PSD), que afirmou que “Ponta Grossa e a região dos Campos Gerais podem ficar sem representante pela divisão de votos”. Marcio Pauliki deverá deixar o PDT e tem conversado com diversos partidos, incluindo PSB, PSDB, PP e Podemos. Mas com uma tendência de filiação ao PSB.  Mas o seu outro concorrente, Aliel Machado (Rede) também está em tratativa com o PSB. (Ouça a entrevista completa no final do texto)

“Eu acredito que Ponta Grossa e região dos Campos Gerais, que tem hoje setecentos mil eleitores,  possui condições plenas de buscar a eleição de três ou até quatro deputados.  Achei estranha a afirmação do Sandro, por que ele comentou que os eleitores vão votar nulo ou branco, por que estão decepcionados com o trabalho dos deputados federais. E isso ele terá que explicar.  Mas eu pergunto o que esses votos tem a ver com o coeficiente eleitoral? Esses votos saem da contagem”, declarou.

Marcio Pauliki já fez parte do grupo de Sandro Alex e do prefeito Marcelo Rangel (PPS), sendo o principal apoiador destas candidaturas. Porém, o grupo rachou. O deputado fez um discurso de que agora é preciso união de forças para que Ponta Grossa e região tenham um número maior de representantes em Brasília.

“Vou citar como exemplo a região de Cascavel e Londrina que possuem quatro deputados federais. Eu vejo que devemos vestir a camisa, como eu fiz quando fui presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial, lançando a campanha santo de casa faz milagre. Ajudei deputados federais em suas primeiras campanhas. Acredito que todos tem condições de buscar votos na região, eu trabalho com oitenta e oito  municípios e os outros deputados também trabalham na região. Estou preparado para a disputar o cargo de deputado federal e preparado para a renovar o congresso”, disse.

Mudança partidária

O deputado Marcio Pauliki disse que recebeu convite de seis partidos e que sua saída do PDT é irreversível. Entre os possíveis destinos de Pauliki estão  PSB, PP, PSDB, PR e Podemos (antigo PTN).

Pauliki afirmou que entrou no PDT por conta do ex-senador Osmar Dias, mas que tem enfrentado conflitos dentro da legenda. “O PDT tem uma visão interessante do trabalhismo, das escolas integrais e eu entrei no partido por conta do Osmar Dias.  Mas naquele momento do impeachment da Dilma a executiva nacional foi contrária a saída dela eu fui favorável, mesmo aqui na esfera estadual. Naquele momento houve um grande conflito com a executiva nacional. E de lá pra cá estes conflitos aumentaram. O PDT foi para o lado da esquerda radical e eu não concordo. Não sou de esquerda, nem de direita, sou de centro”, disse.

 

“O PMDB que lance o seu candidato e que faça união com  o PT”, diz Pauliki

Nas eleições para o governo do Paraná, de um lado a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP) e o deputado e ex-secretário de Desenvolvimento, Ratinho Junior (PSD) brigam pelo apoio do governador Beto Richa (PSDB), que deverá concorrer ao senado.

No outro lado, lideranças de oposição buscam um nome para brigar com o grupo que representa Richa. O senador Roberto Requião (MDB) colocou o seu nome à disposição, mas o grupo também tenta uma aliança com Osmar Dias (PDT).

O problema é que Osmar Dias, em entrevista à Rádio T, foi categórico e afirmou que se não ficar no PDT, deverá se filiar ao PSB. Mas o PSB é esquerda no cenário nacional e base de apoio de Beto Richa no Paraná. Porém, o PMDB é sempre muito cobiçado pela estrutura partidária que dá aos seus candidatos. Com palavras do próprio Osmar Dias “quem não quer o apoio do PMDB?”.

Mesmo assim, Marcio Pauliki, acredita que o PMDB deve achar um outro nome para a disputa. “A decisão dessa composição é do Osmar. Porém, na minha opinião, o PMDB que lance o seu candidato a governador, já fez isso na vez passada. Que o João Arruda tenha coragem e saia candidato ou que o Requião saia de novo. E que se unam com o PT. A minha função é fazer uma aproximação do Osmar com o grupo do Beto, que é um grupo forte e que temos condição de mostrar o resultado. O nosso arco hoje envolve Dem, PSB e o Podemos”. Vale dizer que em 2014 Pauliki foi eleito deputado estadual por meio de uma coligação com o PT.

Críticas ao prefeito de Ponta Grossa

Pauliki aproveitou a entrevista para criticar o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PPS) pelo aumento na tarifa do transporte coletivo. Desde domingo (11), os usuários estão pagando R$ 3,80 pelo transporte.  O acréscimo foi de R$ 0,10. Mas a Viação Campos Gerais (VCG) não ficou satisfeita com o aumento e vai tentar subir para R$ 4,00.

 “É um absurdo dizer que dez centavos no aumento da tarifa é pouco. Então eu faço uma cobrança ao prefeito: cadê o bilhete único? O bilhete único foi promessa da campanha do prefeito em 2012, na primeira campanha. Cadê o bilhete único, prefeito?”, questionou Pauliki.

Ouça a entrevista!

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Um comentário

  1. Pauliki é um bom deputado não sei se vai conseguir tirar a vantagem de Aliel e Sandro para uma eleição federal, será difícil ganhar, mas a tendencia na minha opinião é que Sandro divida votos com Pauliki, já o Aliel é quase consolidado com o eleitorado ponta-grossense. A disputa está entre Sandro Alex e Marcio Pauliki. Agora o que atrapalha o Pauliki é não deixar claro sua ideologia. Falo isso porque, as vezes é muito obscuro para o eleitor, quando não se sabe qual é a sua convicção, e Pauliki cai nessa quando fala que é de centro. Acontece a mesma coisa com o Sandro, confesso que tenho uma certa desconfiança com sua ideologia, não entendi aquele voto contra o Presidente Michel Temer, foi um voto irresponsável, afastar um presidente justamente no momento em que país estava e está se recuperando de uma recessão de dois anos. Será que era o melhor votar em uma denúncia armada, para um presidente? Então, é muito sério um cargo de Deputado Federal. já o Aliel, apesar de não concordar com suas convicções, é um parlamentar fiel e leal a sua causa, é isso que o faz ser tão representativo para Ponta Grossa, seu eleitor conhece sua conduta, fica mais fácil conseguir votos.

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