Em entrevista à Rádio T, Marcello Richa defende “mandato participativo e com transparência”

marcello richa foto
Marcello Richa (PSDB) vai concorrer pela primeira vez ao cargo de deputado estadual. (foto: divulgação).

Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins, nesta terça-feira (14), o candidato ao cargo de deputado estadual, Marcello Richa (PSDB), filho do ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), destacou que construiu a sua candidatura ao longo de muitos anos e que defende o que chama de “política eficiente”. (Ouça a entrevista ao final do texto)

Marcello Richa foi presidente da Juventude do PSDB Nacional, e na gestão pública, foi duas vezes secretário municipal do Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba. Marcello é formado em Direito, pela Universidade Dom Bosco.

“Há muito tempo trabalho pelo Paraná, em prol da nossa juventude, das potencialidades e das fragilidades que precisam ser superadas Ao longo dos anos conheci diferentes realidades do estado, visitando as cidades. E fruto de tudo isso fui convidado por dois prefeitos para ser secretário de esporte, em Curitiba, onde eu me apaixonei por essa importante ferramenta de transformação. E nesse momento de turbulência na política, resolvi aceitar esse desafio, por uma política mais eficiente”, declarou.

Como será o mandato de Marcello, caso seja eleito?

“Se eu chegar lá farei um mandato com a participação da população, que vai ajudar a definir o comportamento que vou adotar na Assembleia Legislativa. Além de trabalhar para levar os recursos orçamentários para os municípios, também vou legislar, pretendo trazer uma legislação atual às dificuldades que a nossa juventude enfrenta hoje. Vou trabalhar o estado do Paraná para reduzir as diferenças que ainda existem nas diferentes realidades que temos. Só teremos um estado de fato progressista quando tivermos cidades bem estruturadas. O objetivo é fazer um mandato verdadeiramente participativo, onde as pessoas se sintam donas do meu mandato e que as pessoas participem efetivamente disso”.

Escândalos de corrupção envolvendo o ex-governador Beto Richa

Sobre os diversos escândalos de corrupção que envolvem o nome de seu pai, o ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa, Marcello disse que confia na Justiça. “Encaro com muita naturalidade, com respeito e a confiança que temos junto a Justiça. É natural que um governante que deixa o executivo depois de quinze anos, como é o caso do meu pai, enfrente essas denúncias que apareçam justamente agora quando ele se coloca num novo patamar. Nós encaramos com muita naturalidade e estamos à disposição da Justiça, para que a verdade apareça e prevaleça”, afirmou.

Marcello Richa rechaçou a delação do ex-diretor da Secretaria de Educação, Maurício Fanini, que é réu na Operação Quadro Negro. Fanini disse, em delação, que atuou como arrecadador de recursos para as campanhas políticas de Beto Richa, e que, além de ter total conhecimento dos desvios na Secretaria de Educação, o ex-governador determinou que o ex-diretor se reportasse diretamente a ele para tratar do assunto. Fanini diz que atuou como intermediador do pagamento de propinas a Richa entre 2002 e 2015.

Segundo o ex-diretor, o dinheiro abasteceu as campanhas de Richa para a Prefeitura de Curitiba e para o Governo do Paraná, além de bancar gastos pessoais como viagens e a compra de um apartamento para Marcello Richa.

“Isso já foi bastante esclarecido. O governador já levou toda a documentação para a televisão e mostrou que meu apartamento foi comprado de forma justa, com toda documentação, extrato bancário dos repasses feitos para compra, de acordo com a legislação e de nossa consciência”, afirmou Marcello.

O filho de Richa também criticou a forma como as delações tem sido utilizadas pela Justiça e pela mídia. “É um fato que passou, um delator que tenta de todas as formas se ver livre da cadeia. Aliás, esse é o modus operandi que o Brasil colocou em curso, em que qualquer pessoa que é pega em flagrante e cometeu um crime joga o nome de um político, coloca a tornozeleira eletrônica e vai pra casa. E cabe a nós o ônus da prova. Foi um apartamento que ganhei de casamento da minha família e que não tem nada que desabone a nossa conduta”.

Ouça a entrevista!

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