Beto Richa é preso novamente: dessa vez pela Operação Quadro Negro


O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) voltou a ser preso na manhã desta terça-feira (19). Agora a prisão do tucano ocorreu por um desdobramento da Operação Quadro Negro, de acordo com o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Curitiba, Leonir Batisti.
A suspeita contra o Richa é de corrupção e ele foi preso no apartamento onde mora, em Curitiba.
O empresário Jorge Atherino, apontado pelo MP como operador financeiro de Beto Richa, e Ezequias Moreira, ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, também foram presos.
Ezequias foi citado na colaboração premiada do empresário Eduardo Lopes de Souza. A delação afirma que o ex-secretário participou da arrecadação de dinheiro desviado da reforma e construção de escolas para a campanha de reeleição de Beto Richa para o governo do estado.
O Gaeco cumpre também mandados de busca e apreensão em imóveis da família Richa em Caiobá, no litoral do Paraná, e Porto Belo, em Santa Catarina.
Esta é a terceira vez que Beto Richa é preso, mas processos diferentes.
A última prisão de Beto Richa foi em janeiro, na 58ª fase da Operação Lava Jato. A investigação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) apurou supostos crimes na concessão de rodovias do Paraná.
Uma semana depois, o ex-governador foi solto, com decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha.
Já a primeira prisão foi em setembro do ano passado, também pelo Gaeco. A investigação do Gaeco era sobre o programa do governo estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais.