Réu na Quadro Negro e “braço-direito” de Plauto é exonerado do cargo na Assembleia Legislativa do Paraná


Pegou mal na última semana a nomeação de João Ney Marçal Junior, como diretor financeiro da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), pois ele é réu na Operação Quadro Negro. Esta operação investiga o desvio de mais de R$ 20 milhões de recursos da educação. Para o cargo ele recebia um salário de R$ 25.005,53.
Nesta segunda-feira (8), após a divulgação da imprensa, a Alep decidiu exonerar João Ney Marçal Junior. Mas resta saber se ele não será nomeado em outro cargo na Alep ou no governo.
Joao Ney é braço-direito do deputado Plauto Miró Guimarães Filho (DEM), que também é réu na Quadro Negro e ele possui a “proteção” também de Ademar Traiano (PSDB), presidente da Alep e que é investigado na Quadro Negro.
João Ney Marçal Júnior foi nomeado na Alep, na legislatura passada, por meio do deputado Plauto Miró Guimarães Filho (DEM), que também é réu na Operação Quadro Negro. Plauto era o primeiro-secretário da Alep e agora é o vice-presidente.
João Ney Marçal Júnior foi secretário de Planejamento da Prefeitura de Ponta Grossa, na primeira gestão do prefeito Marcelo Rangel (PSDB). A cidade também possui escolas com obras paradas por conta da Operação Quadro Negro. Quando João Ney comandava a pasta uma escola estadual chegou a ser licitada por meio da prefeitura de Ponta Grossa, algo que não é comum.
O processo tem ligação com a construção da Escola Estadual Francisco Pires Machado, no município de Ponta Grossa, reduto eleitoral de Plauto Miró. A obra, tratada como uma demanda antiga na região, seria viabilizada através de um convênio firmado no ano de 2013 entre o governo do Paraná, na gestão Beto Richa(PSDB) e a Prefeitura de Ponta Grossa, na gestão de Marcelo Rangel (PSDB). O Estado daria o dinheiro para a obra, quase R$ 4 milhões; o município doaria o terreno. Richa, por sinal, chegou a preso por esta mesma operação, mas foi solto na semana passada.
Em outubro do ano passado, junto com Plauto Miró e outros, Marçal Júnior se tornou alvo de uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa, proposta pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR), e em trâmite na 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa. Ainda não há um desfecho – seja pela condenação ou pela absolvição. Marçal Júnior rejeita as acusações do MP e acredita que o caso será julgado improcedente.
Para o Jornal Gazeta do Povo, João Ney Marçal, afirmou que o MP ” faz “uma ilação, se utilizando apenas da palavra de um delator”. E alegou também que considera, “um erro vincular o caso de Ponta Grossa com a Operação Quadro Negro, já que a obra de Ponta Grossa estava sendo executada normalmente”.
“Era uma situação diferente. Acho que a Valor Construtora nem recebeu o valor do que ela executou”, disse João Ney.
Veja a exoneração:
Nomeação:
1 Comment
Ou braço direito do plauto que continua mandando por lá é o diretor de pessoal, Bruno Garofani. Estamos de olho.