Segue a roubalheira: Tarifas de pedágio no Paraná vão ficar mais caras em outubro

(Pedágios vão ficar mais caros a partir de outubro. Foto: Divulgação)

A concessionária RodoNorte anunciou que a partir de 14 de outubro as tarifas de pedágio vão ficar ainda mais caras. A empresa informou que poderá concluir no dia 13 de outubro a obrigação acordada com o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR) relativa ao pagamento parcial de 30% (trinta por cento) da tarifa de pedágio em favor dos usuários nas praças de pedágio em todo o trecho sob sua administração, depois que a empresa confessou a roubalheira dos pedágios.

Iniciado em 27 de abril de 2019, o acordo estabelece que a redução tarifária perdurará até que seja alcançado o valor de R$ 350 milhões. Com o cumprimento dessa obrigação, a tarifa deverá retornar ao valor original à zero hora do dia 14 de outubro. Ou seja, as tarifas vão ficar mais caras do que já são! Isso sem falar quem em dezembro tem reajuste anual das tarifas!

Vamos reforçar o que já foi escrito no Blog da Mareli Martins inúmeras vezes.

O acordo de leniência firmado entre as pedageiras e o Ministério Público do Paraná ficou muito barato para empresas e extremamente caro para a população. A roubalheira passa de bilhões!

Isso foi apenas uma estratégia das concessionárias corruptas para que possam participar da nova licitação dos pedágios no ano de 2021. Com o acordo de leniências, as pedageiras que roubaram o Paraná desde 1997, receberam o “perdão judicial” para disputar a nova licitação.

Vale ressaltar que as seis concessionárias que atuam no Paraná confessaram a corrupção. Vamos relembrar os nomes das concessionárias: Viapar, Rodonorte, Econorte e as empresas do Grupo CR Almeida, Ecocataratas, Caminhos do Mar e Ecovia.

É preciso deixar claro que os valores firmados no acordo de leniência são muito baixos perto de tudo que foi roubado dos paranaenses na questão dos pedágios.

O acordo de leniência firmado entre o Ministério Público Federal e a concessionária de pedágio CCR Rodonorte, por exemplo, determina o pagamento de R$ 750 milhões da empresa, divididos em três partes: R$ 35 milhões referentes à multa, de acordo com a lei de improbidade administrativa; R$ 350 milhões de reais para que o preço do pedágio nas rodovias gerenciadas pela Rodonorte caia 30%; e R$ 365 milhões de reais para serem aplicados em obras, que estão previstas no projeto de exploração inicial das estradas concedidas à concessionária. Valor que ficou barato perto da roubalheira.

Modelo de nova concessão pode favorecer concessionárias corruptas de pedágio

Os atuais contratos de pedágio no Paraná encerram em novembro de 2021. O problema é que as seis empresas de pedágio do estado estão envolvidas em esquemas de corrupção, já comprovados pela Policia Federal, por meio da Operação Integração. A corrupção ocorre no Paraná desde 1997 e as próprias empresas confessaram que roubaram os paranaenses, quando fizeram acordo de leniência com o Ministério Público Federal.

Esses acordos são um perdão judicial para que as concessionárias possuam disputar a nova licitação. Em troca as empresas terão que executar uma merreca de obras. Merreca perto do valor que roubaram da população e obras que já deveriam ter sido executadas conforme o contrato de concessão.  As concessionárias firmam acordo de leniência apenas com o interesse de disputar a nova licitação.

Vale dizer que todas as empresas que possuem concessão de pedágio no Paraná estão envolvidas em corrupção: Viapar, Rodonorte, Econorte e as empresas do Grupo CR Almeida, Ecocataratas, Caminhos do Mar e Ecovia.

As novas concessões de pedágio nas rodovias paranaenses que serão licitadas no ano de 2021 devem ter um modelo híbrido, que leva em conta tanto a menor tarifa quanto o valor da outorga a ser paga pelas empresas. Ou seja, mesmo modelo da concessão anterior. Essa informação foi repassada pelo Secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, em reunião por videoconferência com a bancada federal do Estado e o governador Ratinho Júnior (PSD), no dia 20 de julho de 2020.

Apesar do secretário falar em “transparência” e “mudanças”, nos bastidores a preocupação é exatamente de que as atuais empresas corruptas sejam beneficiadas e continuem com concessões no Paraná.

No começo de 2020, em entrevista ao Blog da Mareli Martins o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD),foi questionado sobre a possibilidades das pedageiras corruptas continuarem com concessões no Paraná. E a resposta foi preocupante para os paranaenses.

“Quem determina isso é a Justiça Federal. Mas eu acho que se eles estiverem dentro da lei e tiveram pago aquilo que eles deviam, eu não vejo problema”, afirmou o governador. (ouça: https://marelimartins.com.br/2020/08/13/modelo-de-nova-concessao-pode-favorecer-concessionarias-corruptas-de-pedagio-que-ja-atuam-no-parana/)

O problema é que as concessionárias não pagaram o que devem ao Paraná e não vão pagar com o acordo de leniência.

É preciso deixar claro que os valores firmados no acordo de leniência são muito baixos perto de tudo que foi roubado dos paranaenses na questão dos pedágios.

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