“Cobrança de outorga deixará pedágios do Paraná 40% mais caros”, diz deputado

O modelo híbrido defendido pelo Governo Federal, sem questionamento do Governo Estadual, prevê a cobrança de autorga para a próxima concessão. E isso poderá encarecer as tarifas em 40%. (Foto:Divulgação)

Os atuais contratos de pedágios do Paraná encerram no dia 24 de novembro de 2021. O pedágio do estado é referência nacional e mundial pelos preços abusivos. Firmadas em 1997, as concessões de pedágio escancararam um esquema de corrupção, que enriqueceu os donos das seis concessionárias que atuam no estado. O esquema contou coma participação de políticos, empresários e servidores do Governo do Paraná. Dez pessoas foram condenadas nesta semana pela Justiça Federal. (veja quem são os condenados: Justiça Federal condena 10 pessoas por corrupção nos pedágios | Mareli Martins

O problema é que o novo modelo que vem sendo apresentado poderá tornar as tarifas de pedágio no Paraná ainda mais caras!

O modelo híbrido defendido pelo Governo Federal, sem questionamento do Governo Estadual, prevê a cobrança de autorga para a próxima concessão. E isso poderá encarecer as tarifas, conforme apontou o deputado e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Luiz Claudio Romanelli (PSB).

Romanelli defendeu nesta quinta-feira (10), a criação de um fórum permanente para o debate sobre o novo modelo de concessão das rodovias do Paraná.

“A taxa de outorga nada mais é que um imposto novo que se cria, que vai elevar entre 30% e 40% o valor das tarifas de pedágio. Queremos o mesmo tratamento que outros estados tiveram. Os paranaenses não são cidadãos de segunda categoria”, disse Romanelli.

PARANÁ VAI TER FÓRUM CONTRA TAXA DE OUTORGA NO NOVO PEDÁGIO

“Queremos um pedágio com preço justo, sem quaisquer cobranças adicionais”, disse Romanelli. (Foto: Dálie Felberg/Alep)

O deputado Romanelli acusa o governo federal de se omitir em relação ao debate sobre o novo modelo de concessão. De acordo com o deputado, todas as tentativas de obter informações referentes ao assunto, tanto no Ministério dos Transportes quanto na EPL (Empresa de Planejamento e Logística) – estatal federal responsável pela elaboração dos estudos acerca das novas concessões – foram infrutíferas.

“A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) conseguiu reunir todos em uma mesa de debate, numa audiência pública virtual. A EPL inicialmente disse que não haveria cobrança de taxa de outorga, mas depois muda o discurso e que não há como não cobrar isso. É um desrespeito com os paranaenses”, declarou Romanelli.

O deputado defende que, além de ampla discussão sobre o formato do novo modelo de concessão, o governo federal preste informações referentes aos trechos que podem vir a ser pedagiados, os locais onde as praças de pedágio serão instaladas e os valores reais que serão ofertados nos oito lotes previstos para serem entregues à iniciativa privada. “Exigimos total transparência e o mesmo tratamento que tiveram os outros estados, onde o governo federal fez a licitação pelo menor preço. Queremos um pedágio com preço justo, sem quaisquer cobranças adicionais”.

(Com informações da Assembleia Legislativa do Paraná)

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