Empresários de Ponta Grossa farão protesto pela reabertura do comércio

Empresários pedem reabertura do comércio em Ponta Grossa. (Foto: Redes Sociais)

Um grupo de empresários ‘Movimento Unidos pelo Comércio’ fará uma manifestação nesta sexta-feira (26), às 15h, na Avenida Vicente Machado, para pedir a reabertura do comércio em Ponta Grossa.

O atual decreto com as medidas restritivas em Ponta Grossa encerra na próxima segunda-feira (29), às 5h. E já circulam informações de que a prefeita Elizabeth Schmidt (PSD) pode anunciar um novo decreto na sexta-feira (25).

Por meio de nota, a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) declarou apoio à manifestação.

“ A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) através do Núcleo de Comércio, informa que a manifestação programa para a próxima sexta-feira (26), cujo convite está circulando em redes sociais, está sendo liderada pelo “Movimento Unidos pelo Comércio” e que ACIPG, assim como outras entidades mencionadas nos convites que chamam para a manifestação, apoia esta manifestação e todas as reivindicações do comércio”, diz a  nota.

A diretora de Comércio da ACIPG, Flávia Barrichello, disse ao Blog da Mareli Martins, que o objetivo é pedir a abertura do comércio, mas seguindo todas as normas sanitárias necessárias para combater o coronavírus. “Nós podemos e devemos contribuir com a redução da circulação do vírus. Nós entregamos para a prefeitura um protocolo de boas práticas para a reabertura do comércio, elaborado em conjunto com a Cacipar”.

A Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Centro do Paraná (CACICPAR) defende a manutenção da abertura dos estabelecimentos comerciais, desde que se tomem uma série de medidas de prevenção, e aponta dados a respeito da importância do comércio para a economia do Estado e da região. “O objetivo é colaborar com o poder público, empresas e comunidade em geral no combate à disseminação do coronavírus, através de estudos atualizados e de comprovada eficácia”, explica Lino Lopes, presidente da CACICPAR. “Temos a expectativa de que o poder público, através das prefeituras, possa usar esse manual como orientação de boas práticas nas empresas, transporte público, e a população em geral. Dessa forma, evitando mais contaminações, danos à saúde pública, e lockdowns nas empresas”, complementa.

De acordo com Rodrigo Morais da Silva, Secretário da CACICPAR e que atuou na elaboração do Manual, o propósito da ação é sobretudo evitar a maior contaminação, concomitante à manutenção de estabelecimentos comerciais abertos. “A posição apresentada pela CACICPAR foi de contribuir com alternativas na diminuição do ritmo das coisas, aceitando ainda mais restrições, mas não parando as atividades comerciais totalmente. Quando o estabelecimento está aberto, se recebe uma conta, se comercializa algo, a vida vai seguindo e a crise econômica vai ficando em segundo plano. Quando tudo se fecha, é a morte. A ideia geral, é que os estabelecimentos façam adaptações em seus ambientes, a fim de diminuir ao extremo os perigos de contaminação”, explica o dirigente da CACICPAR.

Entre as adaptações mencionadas por Rodrigo Morais estão iniciativas como disponibilização e utilização de água e sabão, álcool em gel, uso de máscaras, sair de casa somente quando muito necessário; se estiver com suspeita de contaminação, ficar em casa; profilaxia pessoal e de familiares; distanciamento entre pessoas; fitas de demarcação; além de outras possibilidades.

O propósito da CACICPAR, com o apoio de 17 associações comerciais, é alertar as autoridades sobre os riscos que o comércio sofre diante de fechamentos, além de demonstrar a dificuldade que o setor vem encarando há mais de um ano. “A CACICPAR entendeu que temos que mostrar alternativas. Demonstrar aos governantes e à toda comunidade que existe sim, uma pandemia feroz em relação a saúde, mas que também existe uma pandemia grave em relação à economia, e que ações equilibradas podem conter as duas. Então, com esse objetivo a CACICPAR levantou dados, foi buscar estudos e ações eficazes de combate à aceleração do vírus que não prejudicassem a economia, muito menos a necessidade de um fechamento de estabelecimentos”, explica Gilmar Denck, executivo da CACICPAR.

Além de entregar às prefeituras, a CACICPAR também pretende levar o Manual de Boas Práticas até o Ministério Público, como fez em outro momento da pandemia. “Já fizemos esse manual no primeiro lockdown seletivo, um ano atrás. E tivemos um excelente resultado de entendimento por parte das autoridades públicas que o problema de contaminação não estava nas empresas. A atualização desse material se mostra muito importante nesse momento difícil para todos. Acreditamos que como entidade estamos novamente contribuindo com empresas, poder público e sociedade. Acreditamos que o momento tem que ser de união, e entendimento, para superarmos a crise sanitária e econômica na pandemia”, finaliza Lino Lopes.

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