Vereadores de PG aprovam contas do ex-prefeito Rangel: TCE apontou irregularidades


Os vereadores de Ponta Grossa aprovaram as contas do ex-prefeito Marcelo Rangel (PSD) referente ao período de 2018. A aprovação ocorreu durante a sessão “relâmpago” da última sexta-feira(13), mesma data em que os vereadores aprovaram o aumento dos próprios salários e o 13º salário e também aprovaram o aumento salarial para a prefeita, o vice-prefeito e os secretários municipais e o 13º salário.
Rangel conseguiu evitar essa votação durante a campanha eleitoral deste ano por meio de um mandado de segurança, pois ele era candidato ao cargo de prefeito.
Na votação de sexta-feira, somente a vereadora Josiane Kieras (PT) votou contra aprovação das contas de Rangel. Dessa vez até a filha de Jocelito Canto, Joce Canto (PP) votou a favor de Rangel. Vale destacar que está em articulação, nos bastidores, uma aliança entre os Canto (Jocelito, Mabel e Joce) e os irmãos Marcelo Rangel e Sandro Alex, mesmo depois de todas as brigas e baixarias.
É que os derrotados pela prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil) decidiram se unir! Após a eleição, teve conversa entre Rangel e Mabel Canto, que perdeu duas eleições para Elizabeth.
Antes de chegar à votação, a aprovação das contas de Rangel recebeu o parecer favorável da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização, que tem como presidente e relator, Paulo Balansin (União Brasil) e os membros Geraldo Stocco (PV), Erick Camargo (PV), Celso Cieslak (DC) e Julio Kuller (MDB).
Em 2020 o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) desaprovou as contas de Rangel e apontou irregularidades.
Os conselheiros identificaram um déficit acumulado de R$ 42 milhões no ano de 2018 e também afirmaram “que ocorreram déficits nos exercícios de 2015, 2016 e 2017, contribuindo diretamente para o resultado deficitário”. O déficit resultou em um índice negativo de 6,16% nas contas da Prefeitura de Ponta Grossa. O TCE tolera o déficit de até 5%.
O déficit, para deixar mais claro à população, significa dizer que o governo de Rangel teve mais passivos do que ativos. Ou seja, o governo municipal teve mais obrigações de pagar do que direitos de receber.
Após recorrer à decisão, o TCE acatou os argumentos da defesa de Rangel e recomendou a “aprovação das contas com ressalvas”.
“No que diz respeito ao resultado orçamentário financeiro deficitário acumulado das fontes livres em 6.16%, o voto vencedor foi no sentido de converter em ressalva o resultado orçamentário financeiro deficitário (1.83%) das fontes não vinculadas a programas, convênios, operações de créditos e RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) e as divergências de saldos e quaisquer das classes ou grupos do Balanço Patrimonial emitidos pelo sistema de contabilidade da Entidade”, destacou o TCE-PR.
VEJA TRECHO DA DECISÃO DO TCE APÓS RECURSO DE RANGEL


Aprovação da Câmara de Ponta Grossa

VOTAÇÃO

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