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Vereadores de PG aprovam contas do ex-prefeito Rangel: TCE apontou irregularidades

Vereadores de PG aprovam contas do ex-prefeito Rangel: TCE apontou irregularidades
  • Publisheddezembro 17, 2024
Ex-prefeito de Ponta Grossa teve as contas aprovadas na sessão “relâmpago” da última sexta-feira (13).

Os vereadores de Ponta Grossa aprovaram as contas do ex-prefeito Marcelo Rangel (PSD) referente ao período de 2018. A aprovação ocorreu durante a sessão “relâmpago” da última sexta-feira(13), mesma data em que os vereadores aprovaram o aumento dos próprios salários e o 13º salário e também aprovaram o aumento salarial para a prefeita, o vice-prefeito e os secretários municipais e o 13º salário.

Rangel conseguiu evitar essa votação durante a campanha eleitoral deste ano por meio de um mandado de segurança, pois ele era candidato ao cargo de prefeito.

Na votação de sexta-feira, somente a vereadora Josiane Kieras (PT) votou contra aprovação das contas de Rangel. Dessa vez até a filha de Jocelito Canto, Joce Canto (PP) votou a favor de Rangel. Vale destacar que está em articulação, nos bastidores, uma aliança entre os Canto (Jocelito, Mabel e Joce) e os irmãos Marcelo Rangel e Sandro Alex, mesmo depois de todas as brigas e baixarias.

É que os derrotados pela prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil) decidiram se unir! Após a eleição, teve conversa entre Rangel e Mabel Canto, que perdeu duas eleições para Elizabeth.

Antes de chegar à votação, a aprovação das contas de Rangel recebeu o parecer favorável da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização, que tem como presidente e relator, Paulo Balansin (União Brasil) e os membros Geraldo Stocco (PV), Erick Camargo (PV), Celso Cieslak (DC) e Julio Kuller (MDB).

Em 2020 o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) desaprovou as contas de Rangel e apontou irregularidades.

Os conselheiros identificaram um déficit acumulado de R$ 42 milhões no ano de 2018 e também afirmaram “que ocorreram déficits nos exercícios de 2015, 2016 e 2017, contribuindo diretamente para o resultado deficitário”. O déficit resultou em um índice negativo de 6,16% nas contas da Prefeitura de Ponta Grossa. O TCE tolera o déficit de até 5%.

O déficit, para deixar mais claro à população,  significa dizer que o governo de Rangel teve mais passivos do que ativos. Ou seja, o governo municipal teve mais obrigações de pagar do que direitos de receber.

Após recorrer à decisão, o TCE acatou os argumentos da defesa de Rangel e recomendou a “aprovação das contas com ressalvas”.

“No que diz respeito ao resultado orçamentário financeiro deficitário acumulado das fontes livres em 6.16%, o voto vencedor foi no sentido de converter em ressalva o resultado orçamentário financeiro deficitário (1.83%) das fontes não vinculadas a programas, convênios, operações de créditos e RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) e as divergências de saldos e quaisquer das classes ou grupos do Balanço Patrimonial emitidos pelo sistema de contabilidade da Entidade”, destacou o TCE-PR.

VEJA TRECHO DA DECISÃO DO TCE APÓS RECURSO DE RANGEL

Aprovação da Câmara de Ponta Grossa

VOTAÇÃO

RELEMBRE AS NOTÍCIAS SOBRE AS CONTAS DE 2018 DE RANGEL

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