População de PG organiza novo protesto contra Sanepar: água não voltou em muitas vilas


Moradores de Ponta Grossa prometem nova manifestação nesta quinta-feira (20) devido à falta de água. O protesto está programado para às 17h30, em frente da sede da Sanepar, na rua Balduíno Taques, mesmo local do ato que ocorreu na terça-feira (18). “Chega dessa palhaçada! Não cumpriram o prometido”, diz o grupo organizador.
A indignação do povo é compreensível, pois nesta quarta-feira (19) diversas vilas e bairros ainda estão sem água. E em alguns locais a água até voltou, mas acabou rapidamente. A Sanepar “desconhece o problema”. A empresa prometeu que nesta quarta-feira (19) o abastecimento seria normalizado, mas isso não aconteceu.
Ponta Grossa enfrenta falta de água diária desde janeiro de 2025. Sanepar e Prefeitura alegam que o “calor” e o “alto consumo” são os culpados pelo problema. Vale registrar, que a cidade registrou volume alto de chuvas nos meses de janeiro e fevereiro, segundo o Simepar.
O desabastecimento no munícipio é um problema recorrente, mas em 2025 a situação piorou. E desde domingo (16), por conta da interligação de uma adutora no Pitangui, a cidade inteira ficou sem água.
Em 2025, a Sanepar informou que reduziu entre 7% a 10% o abastecimento, estabelecendo um sistema de rodízio, mesmo com rios cheios. A empresa alegou “problemas nos reservatórios pelo calor e o alto consumo da população”.
JUÍZA DETERMINOU RETORNO DA ÁGUA
A juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa, Luciana Virmond Cesar, determinou na terça-feira (18) que a Sanepar reestabeleça o abastecimento em de água em um prazo de 24 horas, com pena de aumento da multa diária e foi determinado o bloqueio de R$ 40.000,00 em ativos financeiros da empresa para garantir que a ordem judicial seja cumprida, além de imposição de novas medidas coercitivas.
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