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Confusão e divisão marcam sessão sobre o tombamento das igrejas em Ponta Grossa

Confusão e divisão marcam sessão sobre o tombamento das igrejas em Ponta Grossa
  • Publishedoutubro 14, 2026
Manifestantes protestam e acompanham sessão do lado de fora. Foto: Lorena Santana.

 

No dia 13 de outubro de 2026, a sessão pública decisiva do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (COMPAC), marcada para ocorrer no Cine-Teatro Ópera para avaliar o tombamento dos templos, foi suspensa após uma grande lotação do espaço. 

A discussão foi iniciada no auditório B, um espaço pequeno do prédio, que não comportou nem metade dos manifestantes. O fato foi recebido como injusto pelos que ficaram do lado de fora, situação que deu início a gritos e protestos. Até a polícia militar foi acionada. Diante desse cenário, o secretário de Cultura da cidade, Alberto Portugal, anunciou o fim da audiência por motivos de segurança. 

 

Linha do tempo:

A discussão intensa sobre o tombamento de templos religiosos em Ponta Grossa ganhou grande repercussão em julho de 2026, após a movimentação envolvendo a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Cultura e a Câmara de Vereadores. 

O tema veio fortemente à tona com a tramitação do Projeto de Lei nº 232/2026 na Câmara Municipal, que propunha exigir autorização expressa das instituições religiosas para o tombamento de templos. 

Em 13 de julho de 2026, o bispo diocesano Dom Bruno Elizeu Versari participou de uma sessão na Câmara para se colocar contrário ao tombamento. O processo continuou e a Câmara Municipal de Ponta Grossa aprovou, em primeira discussão no mês de agosto, o projeto de lei que exige a concordância das igrejas para o tombamento. 

Bispo ausente da discussão: 

O Bispo Dom Bruno, especialmente pelas redes sociais, incentivou uma posição contrária ao tombamento por parte da Igreja. Porém, no dia da discussão, o representante da Diocese não esteve presente. 

 

Fieis divididos nas opiniões: 

O tombamento é visto por alguns como algo positivo e por outros como uma ameaça. 

O representante da Igreja Ucraniana São Jorge, Ruberlei, afirma ser favorável ao tombamento pela preservação dos espaços “isso não é a tentativa de combate a essência da igreja, mas sim a proteção do patrimônio”. 

Já o Pároco da Igreja Nossa Senhora do Rosário, Jaime Rossa, assim como a maioria dos manifestantes, se posicionou contra o tombamento: “Não vejo a necessidade de mexer no patrimônio que está preservado. A igreja sempre foi cuidada pela comunidade e assim deve continuar”. 

Compreensão sobre o caso:

O secretário de Cultura, Alberto Portugal, aponta que “mitos” e “falta de informação” faz com que haja bastante confusão sobre o assunto. Ele afirma que a falta de conversa e esclarecimento abrem oportunidades lara que narrativas falsas sejam fortalecidas a todo momento. 

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