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“Nossas metas ainda estão em pé”, disse o prefeito de Ponta Grossa

“Nossas metas ainda estão em pé”, disse o prefeito de Ponta Grossa
  • Publishedfevereiro 15, 2016
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O prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, concedeu entrevista à Rádio T FM, nesta segunda-feira (15).

O prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PPS), concedeu entrevista à Rádio T FM nesta segunda-feira (15). Rangel destacou que “as pessoas precisam conhecer o que governo municipal fez pela cidade” e que isso “ficará visível na campanha eleitoral”.

Leia os principais trechos e ouça a entrevista completa!

Rádio T: No último sábado foi inaugurada a trincheira da Ernesto Vilela, a obra teve atrasos, começou em julho de 2014 e o prazo de entrega foi de seis meses. Gostaríamos que o senhor destacasse os avanços que essa obra vai trazer para região. E também gostaríamos de saber quando será entregue a trincheira do Los Angeles?

Marcelo Rangel: Estou muito feliz juntamente com toda a população. Nós podemos perceber a dimensão que isso vai representar para o progresso e o desenvolvimento da nossa cidade. A região Oeste será muito beneficiada. a cidade como um todo será beneficiada, as paralelas da avenida Souza Naves serão extremamente importantes para ligação com o centro da cidade. Realmente esta obra atrasou, atrasou 40 anos. No nosso governo foram dezessete meses de obras. Sobre a trincheira do Los Angeles, que é um viaduto, pois será maior que a trincheira da Ernesto Vilela. Essa trincheira custou um pouco mais de R$ 4 milhões, o viaduto do Los Angeles vai passar de R$ 10 milhões. Os projetos tiveram problemas e devido a crise no governo federal e estadual algumas obras acabaram parando, mas as obras já retomaram a todo vapor. Eu acredito que esta obra será entregue dentro do cronograma especificado pela licitação que foi submetida. A região do Los Angeles será uma das mais beneficiadas de Ponta Grossa por que outros benefícios de pavimentação serão apresentados e um breve espaço de tempo.

Rádio T: Ainda falando sobre pavimentação, ocorreram muitas chuvas que dificultaram a situação da ruas de Ponta Grossa. O senhor prometeu, na sua campanha, que faria 4 mil quadras de asfalto. Como está o cronograma para este ano e queremos saber também como fica a situação das vilas que não possuem asfalto nem mesmo nas linhas de ônibus?

Marcelo Rangel: Esse é um dos maiores problemas da cidade. A questão do planejamento ao longo dos anos prejudicou muito a cidade. A cidade de Ponta Grossa, por exemplo, é maior no perímetro urbano do que a cidade de Curitiba. Maior perímetro urbano do Paraná, maior que Londrina no perímetro urbano. Muitos bairros foram colocados longe do Centro, longe de tudo. Nós já ultrapassamos a marca de 2 mil quadras de asfalto feitas e realmente eu assumi um compromisso na campanha de fazer 4 mil quadras de asfalto. Eu acredito que até o final do ano vamos chegar a 3 mil quadras. Ninguém imaginava que teríamos o problema da crise no nosso país. As grandes obras elas passam sempre pelo governo federal e estadual. Passamos pelo pior momento econômico no nosso país. Também mudaram as regras, antes não tínhamos os problemas com certidões relacionadas aos precatórios, do Tribunal de Justiça. Todas essas certidões são complicadoras. Mas nós estamos com os projetos em andamento e com as metas em pé. Ponta Grossa nunca teve tantos problemas com temporais e granizos estragando os bairros, nunca teve ciclones, com ventos de mais de 100 km por hora. Tivemos muitas intempérie que prejudicaram o nosso trabalho.

Rádio T: Dentro dessa questão de infraestrutura que o senhor está falando, o senhor prometeu a construção do Parque Central (onde fica o Parque Ambiental) e também a rota da acessibilidade. Muitas placas foram espalhadas pela cidade dizendo “Vem aí o Parque Central”. As placas não existem mais, mas o Parque Central não foi construído e o parque com a rota da acessibilidade também não. Esses parques ainda serão construídos?

Marcelo Rangel: Com relação a acessibilidade, nós avançamos muito com os ônibus da acessibilidade. A rota da acessibilidade já saiu do papel e está em funcionamento. Hoje não se encontra nenhuma criança pedindo esmolas nas ruas, isso por que nós quase dobramos os investimentos para as entidades assistenciais. E também por conta do ensino integral, hoje temos 65 escolas com em tempo integral, antes era apenas uma. Antes eram atendidas 350 crianças, hoje Estamos atendendo mais de 10 mil crianças, com aulas diferenciadas, boa alimentação. É um grande transformação da nossa cidade.

Rádio T: Mas e o Parque Central será construído ou não?

Marcelo Rangel: Voltando a questão do parque central. O parque é uma das obras mais emblemáticas do nosso governo e o projeto está sendo realizado. Nós terminamos o projeto, feito pela empresa Vertrag , vencedora da licitação, uma das melhores do país, projeto de mais R$ 1,5 milhões. O parque é extenso, começa atrás do Muffato e vem até a Estação Saudade, que também terá um investimento de R$ 4 milhões, em parceria com a empresa privada, pra que possamos ter esse cartão postal totalmente renovado. O que aconteceu para que as pessoas entendam, nós tínhamos disponiveis investimentos de R$ 15 milhões, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mas com todos os problemas de economia, esses recursos foram cortados. Mas agora juntamente com o Pessuti (integra o Conselho de Administração do BNDES) vamos receber pelo menos R$ 5 milhões. E com relação as obras do Parque Ambiental faremos investimentos com recursos próprios da prefeitura.

Rádio T: Na última semana o vice-prefeito, Doutor Zeca, fez um depoimento nas redes sociais criticando a saúde. Na campanha o senhor falava sobre a construção do Centro de Especialidades, dos médicos que atenderiam depois das 18h nas unidades de saúde, os CAS foram fechados. Muitas das promessas da campanha foram centradas na saúde e a crítica do vice-prefeito veio justamente na área da saúde e na secretaria Ângela Pompeu. Como está a saúde pública e como está sua relação com o Zeca?

Marcelo Rangel: Eu tenho muito orgulho da saúde de Ponta Grossa. Eu fiz minha campanha junto com o doutor Zeca nas filas da saúde em Ponta Grossa, quem está me ouvindo sabe. As filas começavam às 3 horas da manhã, as pessoas tentavam por horas uma consulta e por volta das 8h30 elas ficavam sabendo que as unidades não tinham médicos, não tinham estrutura, não tinham remédios. Isso há pouco tempo atrás. O Zeca é meu grande amigo, amigo de dentro de casa, amigo de família. Se faz muito mais marola com depoimento de facebook do que com o que é realidade. Eu costumo dizer ao Zeca que ele é uma moça, por que ele é doce, é trabalhador e ele é sério. As críticas que ele fez foram pontuais e não foram críticas. Ele tinha uma preocupação com o Hospital São Camilo, uma questão burocrática do que poderia acontecer e não vai acontecer. Com relação aos CAS, a informação é deturpada, nunca fechamos os CAS. Os CAS funcionam 24 h, hoje possuem médico da família, com dentistas e atendemos mais pessoas. Contratamos muitos funcionários para a saúde. 33% do orçamento de Ponta Grossa foi destinado para a saúde. Hoje atendemos 200 crianças por dia no PAI e 200 adultos por dia na UPA.
A saúde sempre será complexa, até mesmo nos maiores países do mundo, mas temos hoje outra realidade, diferente do recebemos. O Centro de Especialidades está sendo construído no Monteiro Lobato, com investimentos de quase 10 milhões. Tivemos problemas por que vertentes apareceram, Isso na minha opinião é o mais importante por que muitas são as filas nas especialidades existem, eu não vim aqui para mentir e sim para falar de forma transparente. Voltando ao vice-prefeito, quero dizer que ele é meu amigo e fez uma declaração de facebook. E eu quero falar sobre o facebook. Em todo país as pessoas estão descrentes com a política, mas ao longo dos três anos as redes sociais ficaram extremamente fortes. As pessoas postam suas opiniões e isso é importante por que existe liberdade de expressão. Você entra no facebook existe todo tipo de informação. Mas é claro que para um gestor público que trabalha com transparência absoluta, isso acaba sendo também um complicador. Mas eu estou extremamente mais maduro, por que aprendi com a vida pública, com a responsabilidade de ser prefeito de uma cidade com mais de 350 mil habitantes.

Rádio T: Voltando ao Centro de Especialidades, o senhor disse que ocorreram problemas na obra. Existe um prazo para entrega? Será entregue este ano?

Marcelo Rangel: Nós estamos fazendo investimentos no nosso Centro Municipal de Especialidades para suprir esta falta do Centro Regional de Especialidades. Tivemos realmente alguns problemas no projeto, mas a obra está dentro do cronograma, a obra estará muito alta até o final do ano. Acredito que vamos entregar até o final do ano, pelo menos uma parte desta obra até o final do ano. É a nossa meta absoluta.

Rádio T: Então a obra não será entregue em sua totalidade na sua gestão?

Marcelo Rangel: Não se sabe exatamente. Não podemos afirmar algo publicamente, dependendo de questões que envolvem o setor público.

Rádio T: Mas prefeito, quando o senhor lançou este projeto, o senhor disse que entregaria o Centro de Especialidades até o final do seu mandato…

Marcelo Rangel: Sem dúvida nenhuma. Do mesmo jeito que afirmei projetos na educação, o ensino integral, sobre obras de infraestrutura, coloquei tudo isso a disposição da população, inclusive todos registrados. Mas quando você faz um projeto para sua casa, mas se chove muito pode atrasar, se tiver problema com arquiteto pode atrasar também. Qualquer obra, qualquer investimento pode ter questões que você precisa resolver com o tempo. Eu tenho como meta o final do meu mandato para entregar estas obras.

Rádio T: Como vai ficar a situação do mercado municipal, que acabou virando um foco de dengue. Existem muitas reclamações dos moradores. Qual o posicionamento da prefeitura.

Marcelo Rangel: Nós estaremos abrindo um edital, o do ano passado foi cancelado devido aos problemas da crise nacional. No final de 2014 nenhuma empresa demostrou interesse em fazer investimentos milionários para o mercado municipal. Por que eu acredito que nós temos que montar ali o mercado municipal, por que ali é histórico eu não abro mão desta opinião. E agora vamos abrir uma nova licitação para as empresas que demonstrarem interesse. Estamos confiantes. Fizemos a limpeza recentemente deste espaço do mercado municipal.

Rádio T: Sobre a questão do saneamento básico, que possui várias falhas e a renovação do contrato com a Sanepar. Como fica a dívida da prefeitura com a Sanepar? A prefeitura vai pagar ou vai parcelar? E não seria o ideal primeiro discutir o plano de saneamento e depois a renovação do contrato?

Marcelo Rangel: Eu acredito que seria muito positivo para a cidade de Ponta Grossa a renovação do contrato com a Sanepar. O investimento de R$ 900 milhões, em todo país se discutem investimentos em saneamento básico. Em Ponta Grossa possui quase 90% da estrutura de saneamento básico, mas por que não chegar a 95 ou 97%. Se existem críticas ao saneamento em Ponta Grossa, por que não colocar isso em um contrato. Fizemos três audiências pública para melhorar e não para piorar. Ouvimos as pessoas e muitas ideias serão colocadas no contrato. Agora se o contrato será votado ainda este ano, não posso dizer.

Rádio T: E a dívida com a Sanepar, prefeito?

Marcelo Rangel: Temos uma dívida de mais de R$ 30 milhões com a empresa, por que não podemos negociar isso também em contrato? Essa dívida não é do nosso governo, vem gestões anteriores, pois nunca pagaram água. A dívida vai continuar existindo por que o contrato vence em 2026.

Rádio T: Estamos em ano eleitoral e gostaríamos de saber como estão as articulações para sua reeleição?. E também gostaríamos de falar também sobre os processos judiciais que o senhor está enfrentando com o Ministério Público, como a questão da Munchenfest, que deixou parte dos seus bens bloqueados. E também o outro processo envolvendo o PPS, quando o senhor foi deputado estadual..

Marcelo Rangel: Eu já falei sobre isso aqui na rádio T, mas de novo volto a falar. É claro que é importante falarmos sobre a transformação de Ponta Grossa, não por que é ano eleitoral, mas por que é o grande momento de mostrar tudo que foi feito na grande transformação do município de Ponta Grossa. A cidade fora daqui de dentro, ela tem o conceito de uma das maiores cidade do país e com maior desenvolvimento do sul do país.Então todos os assuntos são importantes para serem abordados em uma entrevista, mas é claro que quando estamos em uma emissora, os assuntos espinhosos aparecem. Mas não precisam ser apenas os assuntos espinhosos. Eu tenho tranquilidade absoluta para falar sobre isso. Primeira questão é sobre o meu partido o PSS, aliás eu tenho orgulho do meu partido, por que o PPS não faz parte da “laia” de roubalheira e corrupção que se estabeleceu no nosso país. Os prefeitos estão com dificuldades em grandes obras é justamente pelo que aconteceu de corrupção na Petrobrás, que inviabilizou os investimentos do Governo Federal. Sobre a questão abordada, isso já foi completamente esclarecido, o PPS está fazendo a sua defesa. No meu gabinete todos os funcionários batiam o ponto e isso é importante dizer. Isso ficou no passado. Com relação a Munchen, a festa tem 24 anos, a Efapi tem 40 anos e sempre foi feita da mesma forma, a prefeitura entregando para a Sociedade Rural e ela gerenciava a festa. A Munchen por 24 anos foi feita da mesma forma, prefeitura entregava para entidade social e ela fazia a festa. Por um acaso há um questionamento do promotor, por que o promotor acredita que isso não é correto. Eu serei ouvido e responderei da mesma foram que estou respondendo aqui. Certamente o juiz vai arquivar.

Rádio T: Eleições 2016?

Marcelo Rangel: Eu tenho um compromisso com o meu trabalho, com as metas de serviço e com as metas que preciso finalizar até o final deste ano. Contratamos mais 505 educadores, vamos entregar as 65 escolas integrais, vamos entregar as UTIs, no dia 02 de março, vamos contratar mais 100 guardas municipais. Nós vamos mostrar o que fizemos na saúde, na educação, no esporte. Vamos mostrar tudo isso na TV. E sabe por que? Por que eu não investi em propaganda, deveria ter mostrado. Na hora da eleição tudo isso será mostrado. Temos duas linhas: uma candidatura própria, mas o prefeito também pode apoiar quem ele achar que tem maturidade de administrar a cidade de Ponta Grossa.

Ouça a entrevista na íntegra:

1 Comment

  • PELO QUE SABEMOS EM NEM UM ANO DE MUNCHEN A EMPRESA QUE TINHA O “MAIOR” VALOR GANHOU A CONCORRÊNCIA, SOMENTE EM 2013, PORQUE SERÁ? INCLUSIVE EMPRESA DOADORA DE CAMPANHA DO PREFEITO FOI A GANHADORA! PREFEITO; MENOS FIRULA, E MAIS RESPOSTA COM FUNDAMENTO!

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