Servidores lotam Alep e protestam contra Richa

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Servidores cobram reajustes salariais, progressões e promoções, que foram compromissos do governo de Beto Richa (PSDB). (foto: Renato Sordi/Alep)

Aos gritos de “Beto Richa caloteiro, cadê o meu dinheiro?”, servidores públicos lotaram a Assembleia Legislativa do Paraná, na manhã desta quarta-feira,20, para cobrar o cumprimento de acordos firmados pelo governo de Beto Richa (PSDB), com a categoria. Para o encerramento da greve de 2015, Richa assumiu compromissos em relação ao reajuste da categoria e as promoções e progressões. Mas agora o governo alega que “não terá condições de arcar com tudo isso, ou seja, ou uma coisa ou outra”.

O pagamento de R$ 346 milhões em promoções e progressões de 17 carreiras está atrasado. Até o final do ano, esse valor chegaria a R$ 700 milhões. Além disso, o acordo fechado no ano passado, que pôs fim à greve dos servidores, prevê que o governo teria que pagar, em janeiro de 2017, a reposição salarial do funcionalismo relativa à inflação de janeiro a dezembro de 2016, estimada em 7%.

A justificativa do governo é que o pagamento destes valores atrasados vai comprometer o caixa do estado. “Se fôssemos escolher, com o dinheiro em caixa, nós escolheríamos dar as progressões, os avanços, as promoções e o reajuste. Mas não cabe no orçamento que teremos para o ano que vem. Essa questão está sendo discutira internamente no governo. Temos tido várias reuniões, temos conversado com o poder Legislativo, para encontrarmos uma solução”, disse o secretário da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB),

O presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, disse que não entende o discurso do governo quando afirma estar com as contas no azul e, ao mesmo tempo, alega que não poderá honrar com o que foi prometido a categoria. “Não dá pra entender. O governador fala no ajuste fiscal promovido e que o Paraná é exemplo em relação a outras cidades e agora diz que não terá como manter o que foi acordado”. Diante do impasse o presidente da APP, destacou que a categoria segue em estado de greve. “Nós já estamos nos mobilizando, conversamos com vários deputados e vamos seguir em estado de greve”.

Para o líder da oposição na Alep, Requião Filho (PMDB), o governo tem caixa suficiente para cumprir o que prometeu aos servidores. “Se o governo mandar retirar a data base ou as progressões e promoções, os deputados da base deveriam votar contra isso, pois eles deram a palavra aos servidores e se retirarem, terão que se explicar, pois não terão palavra. Com o ajuste fiscal, como disse o secretário Mauro Ricardo, com o aumento de impostos e roubo da previdência, o governo tem dinheiro pra pagar. Se não querem fazer é por picuinha ou pirraça”, declarou.

O deputado Alexandre Curi (PSB), que faz parte da bancada do governo de Beto Richa, disse que não existem definições ainda sobre o impasse com os servidores, mas também confirmou que o governo tem caixa para efetuar os pagamentos. “Não existe nada definido ainda e temos que aplaudir o governador Beto Richa, pois foram dados aumentos acima da inflação, quando outros estados não deram aumentos e a maioria não paga em dia. Esse assunto será discutido após as eleições. O governo tem condições de honrar com servidores, acho que tem que pagar as progressões, pagar aquilo que está atrasado. Esse reajuste representa quase dois bilhões a mais no caixa do estado, mas se pudermos honrar com os dois, não tenha dúvida que o governo vai honrar”, afirmou.

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