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“Richa disse que o melhor viria, mas o que veio foi o inferno”, diz diretor das classes policiais

“Richa disse que o melhor viria, mas o que veio foi o inferno”, diz diretor das classes policiais
  • Publishedagosto 5, 2016
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Policiais trabalham com coletes balísticos vencidos, ou seja, sem funcionamento real. A categoria apresentou outras reivindicações como a valorização da classe em geral, detalhamento de punições e sanções, reconhecimento de forma das carreiras, falta de efetivo, viaturas com estrutura comprometida

Em entrevista ao Blog da Mareli Martins, o diretor do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol-PR), Elter Taets Garcia, falou sobre a situação precária enfrentada pela categoria. Garcia disparou críticas ao governo de Beto Richa (PSDB), dizendo que “foram muitas as promessas e que a propaganda é bonita, mas a realidade é outra”.

Segundo ele, os policiais estão trabalhando com coletes balísticos vencidos, ou seja, sem funcionamento real. A categoria apresentou outras reivindicações como a valorização da classe em geral, detalhamento de punições e sanções, reconhecimento de forma das carreiras, falta de efetivo, viaturas com estrutura comprometida, além das progressões e promoções, que envolvem muitos servidores.

“A Polícia Civil caminhou junto com o atual governo do estado, principalmente pelos compromissos assumidos conosco, ainda em campanha. Infelizmente, na propaganda tudo é muito bonito, mas na prática nós não vemos aquele melhor está por vir. O número de integrantes das cooperações está reduzido e temos problemas com falta de viaturas, coletes vencidos e uma série de outras situações. A realidade é outra. Na prática, não existe o melhor está por vir, prometido pelo governador”, afirmou Elter Taets Garcia.

Segundo Garcia, o governo estava ciente dos problemas há muito tempo, mas não apresentou soluções. ” É bonito dizer que está com as portas e que está conversando com todos, mas mas falar para não alcançar objetivos é complicado. Quando comparamos com outro governador que não tinha diálogo, era mais fácil. Pois ele dizia não e nós entravamos com recursos judiciários. Nós não queremos tomar cafezinho com o governador e sim soluções”, declarou.

Elter Garcia lamentou que apenas após as paralisações, o governo passou a dizer que resolverá os impasses. ” Nós já estamos há um bom tempo falando com o governador, ele não fecha as portas, mas não havia soluções. Mas  quando abrimos isso pra população, quando se faz um protesto, aí ele aparece dizendo que está adquirindo os equipamentos, ou seja, tinha condições técnicas pra isso”.

Um exemplo do descaso do governo do Paraná com os policiais, é o fato de que eles atuam com coletes balísticos vencidos, ou seja, sem proteção alguma. “O colete é formado por fibras, que com o passar do tempo ficam inadequadas para defesa da vida daquele policial. O governo tem repassado equipamentos que não fazem a defesa. O governo tem repassado um equipamento que não fazem a defesa. Por conta disso, os policiais informaram o governo que não vão colocar sua vida em risco, com um colete que não faz a devida proteção individual básica. Sabemos que o risco já faz parte da vida do policial, mas é preciso essa adequação para situações em que é necessário entrar em confronto”, explicou.

“Esperamos que o o governador do estado cumpra com a palavra que ele empenhou com os servidores públicos, durante a campanha. Por que aquele melhor que estava por vir, muitas vezes é o pior, ou como disse um outro policial, virou um inferno, pois não temos como atender a população”, concluiu o diretor do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol-PR), Elter Taets Garcia.

Ouça a entrevista completa!

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