Após aprovar o impeachment, Senado decide não tirar direitos políticos de Dilma

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“Impeachment é o segundo golpe que enfrento na vida”, disse Dilma. (foto: Folha de São Paulo)

Nesta quarta-feira (31), o Senado afastou definitivamente a presidente Dilma Rousseff (PT) do cargo.  A votação que culminou no afastamento de Dilma teve  61 votos favoráveis e 20 contrários. Porém, os senadores optaram por manter os direitos políticos de Dilma.

Na votação sobre a perda dos direitos políticos por oito anos, 42 senadores votaram pela imposição desta pena, enquanto 36 decidiram de forma contrária. Eram necessários 54 votos favoráveis à inabilitação de Dilma para que essa sanção fosse aprovada.

Dos  61 senadores que votaram a favor do impeachment definitivo da presidente, dezesseis decidiram manter os direitos políticos de Dilma. Outros três parlamentares pró-impeachment se abstiveram nessa questão.

Um dos senadores que votou pelo afastamento definitivo de Dilma, mas foi contrário a perda dos direitos políticos, foi o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).  Outros seis peemedebistas seguiram Renan, e outros dois se abstiveram.

“Afastar a Presidente da República é constitucional. Pode afastar na forma da Constituição e da democracia? Pode, mas não é da Constituição inabilitar a Presidente da República como consequência do seu afastamento, não; essa decisão terá que ser tomada aqui, pelo Plenário do Senado Federal,”, afirmou Renan. Ele acrescentou: “E, no Nordeste, costumam dizer uma coisa com a qual eu não concordo: “Além da queda, coice.” Nós não podemos deixar de julgar, nós temos que julgar, mas nós não podemos ser maus, desumanos.”, declarou Renan Calheiros.

Com o resultado, Dilma está afastada definitivamente da Presidência. Eleito vice na chapa da petista em 2014, o presidente Michel Temer (PMDB) deixou de ser interino e assumiu  o cargo definitivo até o fim de 2018.

“Impeachment é o segundo golpe que enfrento”, disse Dilma

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) fez um pronunciamento, após a decisão do Senado. Dilma voltou a falar em golpe e afirmou que vai recorrer em todas as instâncias possíveis.

“Este o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo. Vou recorrer em todas as instâncias possíveis contra o impeachment”, disse.

 

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