“O calote aos servidores foi friamente calculado por Richa”, disse Requião Filho

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“Depois que passou a eleição, o governo Richa veio com o calote, mas esqueceram que em algumas cidades eles apoiam candidatos ao segundo turno, como aqui em Ponta Grossa”, declarou Requião Filho.

Em entrevista à Ràdio T neste sábado (15), o deputado líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Requião Filho (PMDB), falou sobre a greve do servidores públicos do estado. Segundo ele, a oposição avisou a categoria que o acordo proposto pelo governo de Beto Richa (PSDB), em 2015, não seria cumprido. (Ouça a entrevista completa no final da matéria)

O deputado também abordou o governo de Michel Temer, que segundo o deputado, tem adotado posicionamentos diferentes dos que são defendidos pelo partido no Paraná. Requião Filho também avaliou as eleições em Curitiba e a disputa para governo do estado em 2018.

Na próxima segunda-feira (17), professores entram em greve novamente para reivindicar o reajuste salarial e outros compromissos assumidos por Richa, em 2015, para acabar com a greve da categoria. As reivindicações são de interesse de todos os servidores públicos. Segundo o deputado Requião Filho, a oposição alertou que o acordo não seria cumprido.

“Nós avisamos que o governo não iria pagar, que seria melhor ter garantido naquele momento. Contaram com os ovos antes de serem colocados e a galinha dos ovos de ouro do Richa, não entregou. E agora estão revogando a lei, dando o calote, mais uma vez, em todos o servidores. O calote é em todos os funcionários públicos e não apenas nos professores”, disse.

De acordo com o deputado, o governo planejou tudo isso. “O secretário Mauro Ricardo alega que não tem como pagar, mas antes das eleições dizia que essa era a única maneira de pagar, antes tudo estava as mil maravilhas. E agora mudaram a fórmula. É um calote friamente calculado pelo governador Beto Richa. Depois que passou a eleição vieram com o calote, mas esqueceram que em algumas cidades eles apoiam candidatos ao segundo turno, como aqui em Ponta Grossa”, declarou.

MP do Ensino Médio

O deputado Requião Filho está abrindo inúmeras discussões sobre a MP do Ensino Médio, que é uma proposta do governo federal. Para ele, se o projeto for aprovado, serão muitos os prejuízos à educação.

“Essa MP mexe com a lei de diretrizes básica da educação, mexe com os gatos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) com investimentos em escolas públicas. É muito mais que tirar filosofia, história, arte e educação física do currículo obrigatório. Parabéns ao alunos que ocuparam as escolas, eles se mobilizaram contra algo que vai prejudicá-los. Os estudantes deram uma aula de cidadania. As pessoas que entendem de educação tem um posicionamento unanime contrário a essa MP”, afirmou o deputado.

“O PMDB nacional não é o nosso PMDB”, disse Requião Filho

Ao mesmo tempo que o deputado Requião Filho critica as ações do governador Beto Richa (PSDB), no Paraná, o partido do PMDB está no centro das atenções com o presidente Michel Temer. E muitas medidas tomadas por Temer tem sido polêmicas e podem trazer inúmeros prejuízos à população brasileira.

Nesta semana foi aprovada em primeiro turno a PEC 241, que vai limitar gastos em educaçaõe saúde e outras propostas bombásticas estão sendo discutidas, a MP do Ensino Médio, a reforma da previdência.

Requião Filho destacou que o posicionamento do partido em esfera nacional é muito diferente daquele que é defendido pelo senador e presidente do PMDB, no Paraná, Roberto Requião.

“Eu vejo isso com muita tristeza, pois esse não é o nosso PMDB. Esse PMDB que quer privatizar tudo, que quer acabar com o ensino público, que quer entregar o Brasil para empresas multinacionais, não é o PMDB do doutor Ulysses, do nosso estatuto, não é o PMDB da mudança e da esperança. Sempre fomos nacionalistas e a favor das classes menos favorecidas, parece que não leram o estatuto ou esqueceram de tudo. O PMDB nacional está voltado ao PSDB. Estava muito ruim com o PT, mas o PMDB não tem dado um bom exemplo”, lamentou.

Eleições em Curitiba

O deputado Requião Filho concorreu à prefeitura de Curitiba e somou 5,60% do eleitorado, com 52.017 votos, sendo o quinto mais votado. O deputado destacou que fez uma campanha com recursos bem menores que outros canidataos e apontou que a reforma política beneficiou aqueles que já estão no poder.

“Fizemos uma campanha limpa, diferente, sem material de rua, como tinha que ser. Se você olhar os gastos dos outros candidatos vai se assustar. Nossa campanha foi olho no olho, com aperto de mão e sem grandes financiadores. Eu tive autonomia para assumir os compromissos que quis e da maneira como quis. Outros candidatos com muito dinheiro, não poderiam assumir compromissos com o povo, por que eles tem dono.A reforma política foi feita para garantir quem tem dinheiro, para quem está no poder ficar no poder”.

Rafael Greca (PMN) somou 38,38 %, com 356.539 votos e está na disputa do segundo turno com Ney Leprevost, que garantiu 219.727 votos, 23,66% do eleitorado. O atual prefeito Gustavo Fruet (PDT), conquistou 186.067 votos (20,03%), seguido da deputada  Maria Victoria (PP), que teve 52.576 votos ( 5,66%).  Na sequência ficaram o deputado Tadeu Veneri (PT), com 39.758 votos (4,28%), Ademar Pereira (PROS), 11.489 VOTOS (1,24%) e Xênia Mello (Psol), 10.683 votos (1,15%).

Eleições 2018

O deputado afirmou que o partido terá participação efetiva nas eleições para o governo do estado em 2018. “O PMDB sempre entra em campo, já temos três nomes sendo cotados para 2018 e nenhum deles passa por aliança com o Beto Richa. Temos o nome do próprio senador Requião, que é maior liderança do partido e nomes de deputados estaduais, federais que estão sendo discutidos”, concluiu.

Ouça a entrevista completa!

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