Propaganda enganosa: “Reduzir a tarifa mínima da Sanepar não beneficia os pobres e sim os ricos”, diz Aliel

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“Esses deputados aliados do Richa que falam em diminuir ou acabar com a taxa mínima estão equivocados, pois vão prejudicar os mais pobres e beneficiar os mais ricos”, declarou Aliel Machado (Rede).

– A Sanepar informou que reduziu a tarifa mínima de dez metros cúbicos para cinco metros cúbicos, mas aumentou a conta de água em 8,23%, desde 1º de junho –

Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins nesta sexta-feira (16), o deputado federal Aliel Machado (Rede Sustentabilidade) falou a respeito da redução da taxa mínima da Sanepar. Segundo o deputado, “é propaganda enganosa dizer que acabar ou reduzir a taxa mínima de consumo, cobrada pela Sanepar, trará benefícios à população mais pobre”. O deputado afirmou que “pessoas com maior poder aquisitivo serão beneficiadas com a mudança”. Alguns deputados aliados do governador Beto Richa (PSDB), tem utilizado esse tema com fins eleitoreiros.

Recentemente o Governo do Estado anunciou que a Sanepar reduziu a tarifa mínima. O valor que era de dez metros cúbicos de água, passará a ser de cinco metros cúbicos, independente se os consumidores tiverem ou não utilizado menos que isso. Cada metro cúbico equivale a mil litros. Mas junto com esse anúncio, a conta de água está mais cara desde 1º junho. O reajuste foi de 8,23%.

Antes do reajuste cada ligação residencial (exceto tarifa social), o consumidor pagava R$ 33,74 por mês, com um consumo de dez metros cúbicos de água. Desde 1º de junho, o valor mínimo caiu para cinco metros cúbicos. A partir de junho, os consumidores passaram a pagar R$ 32,90 para consumo de até cinco metros cúbicos de água. Considerando o reajuste de 8,53% – que levaria num cálculo básico a tarifa mínima anterior a R$ 36,62.

“O governo do estado aumentou o valor da cobrança da água e fala nessa e fala nessa redução da taxa minima, mas com o aumento da conta que o consumidor paga, praticamente ficou a mesma coisa”, disse Aliel Machado.

Segundo Aliel Machado, na verdade, as pessoas com maior poder aquisitivo serão beneficiadas com a redução ou extinção da taxa mínima. “A taxa mínima trata da manutenção dos serviços da Sanepar. Quando você exclui ou diminui, acaba distribuindo este pagamento para todas as outras pessoas. Gostaria de saber quantas famílias gastam dois, três ou quatro metros cúbicos? Praticamente nenhuma. A maioria das famílias gasta mais que isso. Excluir a taxa mínima é beneficiar os donos de casa no Litoral, ou seja, aquelas pessoas que utilizam o serviço poucas vezes no ano. Isso também vai beneficiar as empreiteiras e aqueles que vendem imóveis”, afirmou.

O deputado destacou que alguns deputados estão “vendendo a falsa ideia de que os mais pobres serão beneficiados”. “É preciso explicar que a taxa mínima é diferente da tarifa social. Esta tarifa social é destinada às famílias humildes e que precisam pagar um valor diferenciado. E a taxa mínima trata da manutenção dos serviços da Sanepar. Esses deputados aliados do Richa que falam em diminuir ou acabar com a taxa mínima estão equivocados, pois vão prejudicar os mais pobres”, declarou.

Conforme Aliel Machado, se a intenção é melhorar as condições dos mais pobres, o único caminho é promover melhoria na tarifa social, que de fato é destinada aos consumidores com menor renda. “Se querem diminuir preço que os trabalhadores pagam, então que aumentem o número de pessoas que podem participar da tarifa social. Aqueles que ganham até dois salários mínimos tem esse direito. E esse programa precisa melhorar muito. Agora, dizer que diminuir a taxa mínima vai ser bom para os mais pobres é enganar a população”, concluiu.

Veja como fica o preço para quem consumir mais de 5 metros cúbicos:

  • 6 m³: R$ 33,92
  • 7 m³: R$ 34,94
  • 8 m³: R$ 35,96
  • 9 m³: R$ 36,98
  • 10 m³: R$ 38,00

O reajuste da Sanepar

O reajuste da Sanepar é parte de um índice de reposicionamento tarifário, de 25,63%, que deve ser aplicado durante oito anos. O aumento em junho é apenas a primeira parcela. As demais serão anuais, de 2,11%, acrescidas de correção monetária no período, com base na taxa Selic.

Nota da Sanepar

Em nota, a Sanepar informou que a revisão nos valores segue o que está previsto em uma lei de 2007. A conta de água vai ficar mais barata para quem ficar dentro da faixa de três metros cúbicos. Cerca de 44 % da população do estado, que corresponde a pouco mais de 4,5 milhões de pessoas, segundo a Sanepar, consome até oito metros cúbicos de água por mês, e terão um aumento menor do que a média de 8,53 %.

 

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