Veja o que dizem os deputados estaduais sobre a carta da ACIPG de apoio à intervenção militar

Marcio Pauliki (PDT)

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Nota: Em favor da democracia e sem radicalismos

Vivemos uma era de intensa polarização dos temas políticos e sociais. Uma polarização que acaba antecipando debates eleitorais e gerando um clima de incertezas e inseguranças para os cidadãos. A hora agora é de trabalho e equilíbrio. Nesses momentos, é fundamental que a classe política assuma seu papel de representantes da sociedade, pautando-se pela defesa das instituições e pela democracia, através do respeito à nossa Constituição.

A nota “Carta Pública de apoio ao general Mourão”, publicada hoje pela Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) em um jornal local e toda a ordem de reações que ela provocou, chama a atenção para a necessidade do fortalecimento desse papel de guardiães das instituições democráticas do nosso país.

Não é viável, em um momento como o nosso, partir de ideais políticos radicais. E, no campo do Judiciário, é muito importante que as investigações acerca da corrupção e demais crimes políticos sigam em frente, apurando-se e responsabilizando-se criminalmente aqueles que feriram e ferem as nossas legislações e nossa Constituição.

Precisamos, de maneira incansável, defender todos os nossos instrumentos democráticos, cobrando – enquanto sociedade civil – para que os atos de corrupção sejam devidamente apurados e punidos. É a democracia que nos permite ter acesso às informações, fazer manifestações públicas contra este ou aquele político e cobrar nossos direitos. A nossa Constituição nos garante o exercício pleno dos Três Poderes e, como democrata que sou, acredito que ela deva ser defendida.

A Carta Magna que foi chamada de Constituição Cidadã é clara nas suas atribuições de nortear, com equilíbrio, a nossa organização social, permitindo aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário trabalharem para o bem comum. Tudo está ali, previsto, às claras e deve ser cumprindo. O que não podemos, é deixar os cidadãos no meio de um fogo cruzado de opiniões radicais, que confundem e desestabilizam a nossa nação.

As nossas instituições democráticas estão funcionando, até porque a sociedade está atenta e, portanto, este é o momento de lutarmos para que a nossa democracia se renove, se fortaleça sem radicalismos de nenhum lado. O Brasil precisa avançar, voltar a crescer e isso requer muito trabalho, muito foco e muita determinação. (Marcio Pauliki)

Plauto Miró (DEM)

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Disse por meio da assessoria que “entende a postura da entidade e que, assim como a população, também quer mudanças ocorram. Porém, o deputado destacou que não concorda com radicalismos de qualquer parte”.

 

Péricles de Mello (PT)

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Nota de repúdio

Quero manifestar meu mais profundo repúdio à iniciativa das diretorias da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) e de outras vinte e sete instituições da Região dos Campos Gerais que declararam em forma de carta pública em jornal impresso ponta-grossense apoio ao general Antônio Mourão e à declaração deste de que “uma intervenção militar pode ser adotada se o Judiciário não resolver o problema político referente à corrupção”.

A mesma ACIPG já foi destaque no cenário nacional de forma deletéria quando sua diretoria incorporou o discurso raivoso presente nas redes sociais e propôs, no ano de 2014, a suspensão do direito de voto a beneficiários do Programa Bolsa Família.
O Brasil ainda não se recuperou totalmente da tragédia da ditadura militar imposta ao país entre os anos de 1964 e 1984 e não há a mínima razoabilidade em se propor a volta a um passado de terror.

O desconhecimento histórico suscita por vezes o contrassenso de tentar sanar os problemas da corrupção no país propondo um regime que punia qualquer iniciativa de denúncia da vasta corrupção daquele período.

Além da corrupção, a ditadura militar significou arbítrio, controle do Poder Judiciário e ruptura do regime jurídico, cassação de direitos políticos de opositores, violação das liberdades individuais, autoritarismo, endividamento público galopante, salários achatados, concentração absurda de renda e da propriedade da terra, inflação desmedida, violações gravíssimas aos Direitos Humanos, fome, miséria e, como marca máxima da opressão, o cometimento de crimes de assassinato pelo Estado.

Deixo registrado, portanto, este voto de repúdio que também será proposto na próxima segunda-feira à Assembleia Legislativa do Paraná.(Péricles de Mello)

 

Veja na íntegra a carta pública de apoio da ACIPG ao general Mourão:

As entidades abaixo nominadas vêm a público declarar seu apoio ao General Antônio Hamilton Mourão, Secretário de Finanças das Forças Armadas, que declarou recentemente que uma intervenção militar pode ser adotada se o Judiciário não resolver o problema político referente à corrupção.

Concordamos com o oficial do Exército Brasileiro que a política nacional chego ao nível máximo de tolerância, e exigimos que o Poder Judiciário cumpra com sua função de afastar da vida pública essas pessoas que estão acabando com as riquezas do país. Não podemos mais aceitar que negociatas políticas permitam que as mesmas pessoas continuem a levar o Brasil à ruína.

Há conforto em saber que existem brasileiros como ele, que ainda se preocupam com a nação e se disponibilizam a lutar pelo futuro.

Assim, parabenizamos o General pelas suas palavras e reiteramos nosso apoio.

Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG); Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL); Conselho Empresarial da Mulher Executiva (CEME); Conselho Comunitário de Segurança de Ponta Grossa (CONSEG); Sociedade Rural dos Campos Gerais; Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa (SINDILOJAS); Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios de Ponta Grossa (SINDIREPA); Conselho do Jovem Empresário (CONJOVE); Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (SESCAP); Núcleo Sindical Rural dos Campos Gerais representando: Sindicato Rural de Arapoti; Sindicato Rural de Carambeí; Sindicato Rural de Castro; Sindicato Rural de Imbituva; Sindicato Rural de Ipiranga; Sindicato Rural de Ivaí; Sindicato Rural de Jaguariaíva; Sindicato Rural de Ortigueira; Sindicato Rural de Palmeira; Sindicato Rural de Piraí do Sul, Sindicato Rural de Ponta Grossa, Sindicato Rural de Porto Amazonas; Sindicato Rural de Reserva; Sindicato Rural de Sengés; Sindicato Rural de Teixeira Soares; Sindicato Rural de Telêmaco Borba; Sindicato Rural de Tibagi; Sindicato Rural de São João do Triunfo.

 

 

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