Presidente da Acipg desafia a história e afirma: “tudo que dizem sobre a ditadura foi escrito por jornalistas de esquerda”

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Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins, o empresário Douglas Taques Fonseca, voltou a defender a intervenção militar no Brasil.

Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins nesta quarta-feira (11), o presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), Douglas Fanchin Taques Fonseca questionou os relatos históricos sobre o período em que o Brasil viveu uma Ditadura Militar (1964-1985). Segundo os registros históricos, o regime militar foi marcado pela repressão e a tortura contra todos que pensavam de forma diferente do governo. Ou seja, foi um governo autoritário.

Mas o presidente da Acipg Douglas Taques Fonseca, disse que nem tudo o que dizem é verdade, por que os relatos foram feito por “pessoas de esquerda”. “Eu vivenciei antes de 1964, durante e depois e você (se referindo aos jornalistas da Rádio T), apenas ouviu falar  e por professores e a maioria de esquerda, principalmente da área de jornalismo. Então não é bem assim”, disse Douglas.

Imediatamente o presidente da Acipg, foi questionado se os registros históricos estariam errados, pois segundo Douglas Taques Fonseca, a história foi “escrita por esquerdistas que foram torturados na Ditadura Militar”, ou seja,  Douglas entrou em contradição, pois assumiu que a tortura esteve presente na Ditadura Militar.

“A grande maioria é de esquerda, principalmente jornalistas e professores de jornalismo. Pois eles foram os que mais sofreram na ditadura por que queriam fazer manifestos e realmente tiveram repressão”, afirmou o presidente da Acipg

As polêmicas declarações de Douglas Taques Fonseca começaram no último fim de semana com a divulgação de um documento da Acipg chamado de “Carta pública de apoio da Acipg ao general Mourão”. Na carta, a instituição juntamente com outras 27 entidades defendem a intervenção militar no Brasil.

Mesmo depois de questionar a história, o presidente da ACIPG destacou que não defende a Ditadura Militar e sim a intervenção militar. “Nós não defendemos nenhum tipo de ditadura, o que queremos é moralizar o país. Nós disse que se as instituições não resolverem será preciso uma intervenção militar”, declarou.

Sobre as inúmeras notas de repúdio que recebeu por apoia a volta dos militares no poder, Douglas Taques Fonseca, disse que recebe todas as notas com alegria. “Recebemo estas notas de repúdio com muita alegria e satisfação, pois isso prova que estamos certos e fazendo o dever de casa. Quem está se incomodando é a esquerda que está envolvida em corrupção, na Lava Jato”, disse.

 

Veja na íntegra a carta pública de apoio da ACIPG ao general Mourão:

As entidades abaixo nominadas vêm a público declarar seu apoio ao General Antônio Hamilton Mourão, Secretário de Finanças das Forças Armadas, que declarou recentemente que uma intervenção militar pode ser adotada se o Judiciário não resolver o problema político referente à corrupção.

Concordamos com o oficial do Exército Brasileiro que a política nacional chego ao nível máximo de tolerância, e exigimos que o Poder Judiciário cumpra com sua função de afastar da vida pública essas pessoas que estão acabando com as riquezas do país. Não podemos mais aceitar que negociatas políticas permitam que as mesmas pessoas continuem a levar o Brasil à ruína.

Há conforto em saber que existem brasileiros como ele, que ainda se preocupam com a nação e se disponibilizam a lutar pelo futuro.

Assim, parabenizamos o General pelas suas palavras e reiteramos nosso apoio.

Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG); Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL); Conselho Empresarial da Mulher Executiva (CEME); Conselho Comunitário de Segurança de Ponta Grossa (CONSEG); Sociedade Rural dos Campos Gerais; Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa (SINDILOJAS); Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios de Ponta Grossa (SINDIREPA); Conselho do Jovem Empresário (CONJOVE); Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (SESCAP); Núcleo Sindical Rural dos Campos Gerais representando: Sindicato Rural de Arapoti; Sindicato Rural de Carambeí; Sindicato Rural de Castro; Sindicato Rural de Imbituva; Sindicato Rural de Ipiranga; Sindicato Rural de Ivaí; Sindicato Rural de Jaguariaíva; Sindicato Rural de Ortigueira; Sindicato Rural de Palmeira; Sindicato Rural de Piraí do Sul, Sindicato Rural de Ponta Grossa, Sindicato Rural de Porto Amazonas; Sindicato Rural de Reserva; Sindicato Rural de Sengés; Sindicato Rural de Teixeira Soares; Sindicato Rural de Telêmaco Borba; Sindicato Rural de Tibagi; Sindicato Rural de São João do Triunfo.

 

 

 

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Um comentário

  1. A argumentação dele é forte, de fato ele vivenciou mas do lado da ditadura, entregando quem ele achava que o atrapalhava e sentando na mesa com os militares, fazendeiro e Herdeiro da Capitania Hereditária dos Fonseca, ele só tem uma forma de ver o mundo. A dele e os outros? Ah esses não existem!

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