Polícia investiga presidente do IAP por irregularidades no projeto de redução da APA da Escarpa Devoniana

g_tarciso-01
Polícia pretende descobrir se a direção do IAP atuou para “patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionários”. (foto: divulgação)

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a conduta do presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto. Há suspeita de que ele tenha agido para beneficiar agricultores da região dos Campos Gerais, no estudo realizado para avaliar o impacto da redução da área de proteção ambiental da Escarpa Devoniana.

O projeto que prevê a redução da APA de 392 mil hectares protegidos para 126 mil hectares é da autoria do deputado Plauto Miró (DEM) e conta ainda com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano (PSDB). Com a redução seria possível usar os terrenos que ficam na região para outros fins, como o agronegócio e o extrativismo.

A APA abrange 12 municípios do Paraná: Balsa Nova, Carambeí, Castro, Tibagi, Piraí do Sul, Lapa, Campo Largo, Porto Amazonas, Ponta Grossa, Jaguariaíva e Sengés. O local possui campos de cerrado, formações geológicas, cavernas, furnas e áreas de mata nativa.

O levantamento sobre o impacto ambiental foi realizado pelo Instituto ABC, que representa cooperativas da região onde fica a área de preservação,a pedido do IAP. Em depoimento, engenheiros da instituição afirmaram a promotores que utilizaram um avião pago pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep), para sobrevoar a área, com o objetivo de checar a metodologia usada no estudo.

A Faep e o Instituto ABC são partes interessadas na possível redução das áreas. Em um relatório do inquérito, o delegado Danilo Crispim, da Delegacia de Proteção ao Meio-Ambiente, considerou que há indícios de que o IAP se distanciou da defesa da área e passou a dar guarida a atos contrários à preservação.

O delegado pretende descobrir se a direção do IAP atuou para “patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionários”.

Outro lado

Em nota, o presidente do IAP Luiz Tarcísio Mossato Pinto disse que não vai se pronunciar, até ter todas as informações sobre o processo.

O deputado Plauto Miró informou que não vai se manifestar sobre uma investigação em que não é citado. A Faep também não quis se manifestar.

Nenhum representante do Instituto ABC se manifestou.

(As informações são da RPC Curitiba)

https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/policia-abre-investigacao-sobre-presidente-do-iap-apos-projeto-para-reduzir-area-de-protecao-ambiental.ghtml

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s