Justiça condena deputado Hussein Bakri por caixa dois nas eleições municipais de 2016

HUSSEIN
A sentença determina que Hussein Bakri ficará a permanecer inelegível por oito anos, contados a partir das eleições de 2016. Mas ainda cabe recurso. (foto: Pedro de Oliveira/Alep)

A Justiça Eleitoral condenou o deputado estadual Hussein Bakri (PSD), pelo crime de caixa dois nas eleições municipais de 2016, em União da Vitória, no sul do Paraná. Outras 11 pessoas também foram condenadas. Backri tem presença constante em Ponta Grossa e foi escolhido pelo prefeito Marcelo Rangel (PSDB) como representante da cidade junto ao Governo do Estado.

Na sentença, proferida nesta quinta-feira (28), o juiz Luís Mario Lindenmeyer Echer entendeu que o deputado cometeu abuso de poder político e econômico, realizou caixa dois e fez doações ilegais à campanha de Thyago Antônio Pigatto Caus, genro de Bakri, que concorreu ao cargo de prefeito do município.

Os dois – e as outras dez pessoas, entre elas funcionários públicos – foram condenados a permanecer inelegíveis por oito anos, contados a partir das eleições de 2016.

O Blog da Mareli Martins entrou em contato com o deputado Hussein Bakri. O deputado não concedeu entrevista, mas enviou a seguinte nota:

Nota do deputado Hussein Bakri

“A decisão é frágil, equivocada e na minha opinião muito tendenciosa, eis que publicada de forma acelerada na iminência de um processo eleitoral. Vale lembrar que existe uma decisão do STJ que ordena que o Tribunal de Justiça do PR julgue a validade e a legalidade da prova usada pelo MP no ajuizamento da ação. Frise que a decisão desta AIJE foi toda baseada em cima de um único material, ou seja, áudios advindos de uma escuta, que na minha opinião, foi totalmente descabida e desproporcional, além de ter sido estranhamente autorizada por um juiz que é casado com a irmã e filha do advogado e advogada de meu adversário na última eleição municipal, respectivamente.
Estou seguro de minha defesa, ciente da legalidade de meus atos e registro aqui que irei recorrer da decisão, sim. Aliado a isso, também irei exigir da justiça que investigue os motivos da contratação do filho da promotora que moveu a presente ação, em um cargo comissionado na Prefeitura de União da Vitória, pelo meu adversário de campanha”.

 

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