Derrotado nas urnas e com vários processos de corrupção, Richa declara apoio a Bolsonaro

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(FOTO: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO)

Após a derrota na disputa ao Senado, o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), envolvido em diversos escândalos de corrupção, fez críticas a Justiça. Richa afirmou que a operação do Gaeco que culminou na sua prisão durante o período eleitoral “foi arbitrária” e uma “pá de cal” em sua candidatura.

Beto Richa disse que pretende apoiar o candidato Jair Bolsonaro à Presidência da República.”Esta é a minha posição em apoiar Bolsonaro, mas ainda teremos a reunião do nosso partido. Não temos nem de longe o candidato ideal, mas temos que escolher”, afirmou.

Richa foi preso no dia 11 de setembro devido a uma investigação de corrupção no programa Patrulha do Campo, que deveria ser destinado à recuperação de estradas rurais. Na ocasião sua esposa Fernanda Richa também foi presa, além de seu irmão José Richa Filho (ex-secretário de Infraestrutura e Logística) e outros integrantes do governo de Richa. Todos foram soltos com a interferência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Ao lado de outras 11 pessoas, Richa foi denunciado pelo MP, no último dia 25, por crimes como corrupção passiva e ativa e fraude a licitação relacionadas ao Programa Patrulha do Campo, que visava recuperar estradas rurais do estado.

“A minha situação culminou com a operação arbitrária, ilegal, injusta e desumana, de que eu e minha família fomos vítimas nas proximidades da eleição. Há indicativos de que houve interesses políticos para interferir no período eleitoral. Ali, foi a pá de cal na minha candidatura, por ter interferido no processo eleitoral em uma tentativa de assassinar a minha reputação”, afirmou, em referência à Operação Rádio Patrulha.

Além da corrupção na Operação Patrulha restaram outros processos do governo de Beto Richa: Operação Quadro Negro (desvio de recursos das obras de escolas), Operação Integração, que apura a corrupção nos pedágios, Operação Lava Jato (favorecimento da Odebrecht em licitações). Além da Operação Publicano, que investiga desvios da Receita Estadual, entre outros esquemas de corrupção envolvendo Richa e pessoas ligadas a ele.

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