“Delação de Nelson Leal é uma conversa fiada, sem pé nem cabeça”, diz Guto Silva à Rádio T

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Operação Integração: “Essa é uma delação política, que nos causou estranheza. Tem  muita gente que quer nos tirar do eixo”, disse Guto Silva à Rádio T. (foto: Alep)

Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins nesta segunda-feira (18), o chefe da Casa Civil do Governo do Paraná, Guto Silva (PSD), refutou a delação do ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Nelson Leal Júnior, na Operação Integração, que disse que “Guto Silva recebeu R$ 100 mil em dinheiro vivo para a campanha eleitoral de 2014”. “Essa delação é uma conversa fiada, sem pé nem cabeça”, declarou Guto Silva. (Ouça a entrevista completa ao final do texto)

“Nos causou muito estranheza essa delação que foi feita de forma complementar, apenas agora ano dia quatorze de janeiro, quase um ano após uma delação que ele já havia feito, então tem muitos pontos desconectados nessa delação”, declarou Guto Silva.

O chefe da Casa Civil disse que está à disposição da Justiça. “Estamos colocando todas as informações à disposição da Justiça, sigilo bancário, telefone para que possamos trazer a verdade, a clareza. Mas tudo isso causa um desconforto, a gente fica triste, pois estamos quarenta dias de e temos que ficar trazendo explicações por conta dessa delação. Mas estou tranquilo para trazer todos os pontos”.

Questionado sobre sua relação com o ex-diretor do DER, Nelson Leal Junior, Guto Silva, destacou que seu relacionamento era apenas profissional. ” Eu era subchefe da Casa Civil, minha principal função era fazer atendimento aos prefeitos, deputados e percorrer secretárias, como sempre percorri. Estive várias vezes no DER, isso era o meu trabalho. Mas ele (Nelson Leal), coloca na delação, que ele avisou o Pepe Richa e o Luiz Cláudio a respeito do recurso e que como eles não estavam no DER, teria repassado dinheiro pra mim. Mas isso é conversa fiada, sem pé nem cabeça”, afirmou Guto Silva.

O que disse Nelson Leal na delação

Nelson Leal afirmou que, em 2014, o ex-presidente da concessionária Econorte, Hélio Ogama, recebeu um pedido do então secretário de Infraestrutura e Logística do estado, José Richa Filho, irmão do ex-gorvernador Beto Richa, para que fornecesse R$ 100 mil à campanha do então candidato a deputado estadual Guto Silva.

Em depoimento à Justiça Federal em janeiro, Ogama confirmou o pagamento. egundo a delação de Nelson Leal, o dinheiro foi entregue por Hélio Ogama a Leal, que repassou, no mesmo dia, os R$ 100 mil a Guto Silva na sala do ex-presidente do DER. Na época, Guto Silva era candidato pelo PSC.

 Ele [Nelson Leal] pediu para uma ajuda política que seria para um deputado ou um candidato, que seria R$ 100 mil. Eu dificultei um pouco, mas devido a várias insistências eu arrumei pra ele R$ 100 mil e entreguei na sala dele”, afirmou o ex-presidente da concessionária.

O pagamento foi citado por Leal na delação anexada ao processo da Operação Integração, que investiga irregularidades nos contratos de pedágio do Paraná.

Ouça um trecho da entrevista de Guto Silva:

 

 

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