Beto Richa e outros cinco viram réus na Operação Quadro Negro

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Beto Richa segue preso Complexo Médico Penal de Pinhais, na região Metropolitana de Curitiba, desde terça-feira (19). (foto: Assessoria PSDB)

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e outras cinco pessoas viraram réus em um processo da Operação Quadro Negro, que investiga o desvio de mais de R$ 20 milhões da educação. Os recursos deveriam ser utilizados na construção e reforma das escolas, mas foram destinados às campanhas eleitorais de Richa e seus aliados.

Richa segue preso Complexo Médico Penal de Pinhais, na região Metropolitana de Curitiba, desde terça-feira (19).

Beto Richa responde pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e prorrogação indevida de contrato de licitação. A denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) foi aceita pela 9ª Vara Criminal de Curitiba nesta segunda-feira (25).

Ao tornar Richa e as outros cinco pessoas réus, o juiz Fernando Bardelli Silva Fischer ressalta que o ex-governador é apontado pelo MP como chefe da organização criminosa e principal beneficiado com o esquema de recebimento de propinas pagas por empresas privadas responsáveis por obras nas escolas estaduais.

O juiz Fernando Bardelli Silva Fischer também aceitou as denúncias contra o primo de Richa, Luiz Abi Antoun, o ex-assessor de Richa, Ezequias Moreira, além de Jorge Atherino, que é considerado um dos operadores do esquema, Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná (Seed) e Eduardo Lopes de Souza, proprietário da construtora Valor. Fanini e Eduardo Lopes são delatores na operação.

Atherino e Ezequias Moreira também foram presos preventivamente na mesma ação da Quadro Negro que prendeu Beto Richa.

Réus e crimes que vão responder:

⦁ Beto Richa: organização criminosa, corrupção passiva e prorrogação indevida de contrato de licitação;
⦁ Ezequias Moreira: organização criminosa e corrupção passiva;
⦁ Luiz Abi Antoun: organização criminosa e corrupção passiva;
⦁ Jorge Atherino: organização criminosa e corrupção passiva;
⦁ Maurício Fanini: corrupção passiva;
⦁ Eduardo Lopes de Souza: corrupção passiva.

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