“Ninguém pediu nada pra votar a reforma da Previdência, mas o governo ofereceu cargos e R$ 20 bilhões e não cumpriu”, diz Ricardo Barros

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“Prometeram R$ 20 bilhões que eles não tem como cumprir, porque não existe esse dinheiro no orçamento”, disse o deputado Ricardo Barros, sobre a negociação feita pelo governo para a reforma da Previdência. 

Em entrevista Rádio T e ao Blog da Mareli Martins nesta sexta-feira (13), o deputado federal Ricardo Barros (PP) disse que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) ofereceu cargos e verbas aos deputados que votaram a favor da reforma da Previdência, mas não cumpriu com o acordo. Segundo o deputado, o governo ofertou R$ 20 bilhões aos parlamentares em troca da aprovação da reforma da Previdência. (Ouça a entrevista completa ao final do texto)

“O governo fez um acordo que daria um valor extraordinário de recursos para cada um dos parlamentares e estes recursos seriam indicados pelo deputados, mas não consegue entregar. Eu conheço o orçamento da União e sei que o governo não possui recursos pra cumprir com isso, mas os deputados novatos não conhecem e acreditaram”, disse o deputado.

Além dos R$ 20 bilhões em recursos, o governo fez negociações que envolveram cargos. “O que houve é que o ministro da Economia, Paulo Guedes, que é banqueiro, falou que iria economizar um trilhão e gastaria vinte bilhões pra fazer a votação da reforma da previdência, mas ele não tem esses vinte bilhões”, afirmou Ricardo Barros.

O deputado ressaltou que a negociação partiu do governo. “Ninguém pediu nada pra votar a reforma, quem ofereceu estes recursos e cargos foi o governo. O Paulo Guedes não precisava fazer isso”.

Ricardo Barros falou sobre a polêmica criada nesta semana, durante a reunião da bancada de deputados do Paraná com o ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, Luiz Eduardo Ramos. Na ocasião, Barros afirmou que “o Congresso pode demitir o presidente, mas o presidente não pode demitir os deputados”. A declaração do deputado gerou polêmica.

Para a Rádio T, Barros explicou o contexto da declaração. “Sempre teve uma cumplicidade entre o parlamento e o governo e agora isso não acontece. Mas pra nós isso é bom, pois estamos produzindo mais, muitas vezes atropelando o PSL, partido do governo, que tem sido contra tudo. Eu disse ao ministro que a última palavra é sempre nossa, nós aprovamos leis, o presidente veta, nós derrubamos veta, nós podemos demitir o presidente, mas não o presidente não demite o congresso. O interesse de estar bem com o congresso tem que ser do governo. Eu também ao disse ao ministro que ele não tem que atender interesse dos deputados e sim  tentar convencer parlamentares a se alinharem ao governo”, esclareceu.

Ouça a entrevista completa!

 

 

 

 

 

 

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