Eleições em PG: Pauliki chama de ‘deplorável’ a situação fiscal no governo de Rangel

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Pauliki apresentou o projeto PG + 200.  A intenção é criar um banco de propostas para os próximos anos e com a participação popular. (foto: Mareli Martins)

Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins nesta segunda-feira (10), o empresário e pré-candidato à prefeitura de Ponta Grossa, Marcio Pauliki (SD), disse que está “mais preparado” para a disputa. O empresário afirmou que pretende coligar com no máximo quatro partidos, mas que ainda não há definição e destacou apenas as conversas com líderes do PSL. (Ouça a entrevista completa no final do texto)

Pauliki já disputou a prefeitura em 2012 e conquistou 53.717 votos (30,01%). Depois disso, em 2014, o empresário foi eleito deputado estadual com 42.831 votos (24,96%). “Hoje, diferente de 2012, além da vontade de disputar, eu me sinto mais preparado”, disse.

O pré-candidato destacou os pontos que considera como principais desafios para a gestão da prefeitura. “A situação fiscal do município, que hoje é deplorável, o transporte e a saúde, principalmente nas especialidades, que é uma questão emergencial”, destacou.

Pauliki apresentou o projeto PG + 200.  A intenção é criar um banco de propostas para os próximos anos e com a participação popular: “é uma iniciativa inovadora, pois é a primeira vez na história que a população poderá participar diretamente na formação de um plano de governo”.

As mudanças de posicionamento de Pauliki em relação às alianças políticas

Durante a entrevista, Pauliki foi questionado sobre suas mudanças de posicionamento e em relação aos apoios que recebeu de políticos em suas campanhas, alianças que hoje o empresário diz que não quer mais.

Para se eleger deputado estadual, em 2014, Pauliki teve o apoio de políticos ligados ao PT e a ex-presidente Dilma Rousseff, como por exemplo, a ex-senadora e hoje deputada federal Gleisi Hoffmann.

Durante o mandato de deputado estadual, Pauliki apoiou o ex-governador Beto Richa (PSDB), mas depois na candidatura ao cargo de deputado federal, coligou com MDB e PCdoB, após a desistência de Osmar Dias (PDT) na disputa do governo.

“Em 2010 quando eu estava à frente da Acipg, a Gleisi esteve lá e nós pedimos apoio para o Instituto do Câncer, mas depois ela não nos ajudou. E ainda se meteu em corrupção. O mais importante é buscar os recursos com essas pessoas que estão lá, sejam de esquerda ou de direita. Mas se depois essas pessoas são colocadas à prova na justiça, como a Gleisi na Lava Jato em 2014,2015 e o Beto Richa em 2018, eu me afasto”, disse Pauliki.

O empresário afirmou que a mesma lógica deve ser aplicada para os atuais governos. “Vamos correr atrás do Ratinho e dos ministros do Bolsonaro pra buscar recursos, mas se lá na frente for comprovada a corrupção, eu me afasto, pois a justiça tem que ser feita”, declarou.

Para falar desses recursos, Marcio Pauliki repetiu a sua famosa frase a respeito da vaca que dá leite. “Não importa se a vaca é preta, branca, malhada, o que importa é o leite. E o leite não tem cor, não é vermelho ou azul. O leite são os recursos”, declarou Pauliki. Dá pra dizer aqui que entendedores, entenderão!

Pauliki diz que houve tentativa de aliança com Aliel Machado

Segundo Marcio Pauliki, no final de 2019, houve uma conversa com o deputado federal Aliel Machado (PSB), na tentativa de uma aliança.

Pauliki destacou a da união que teve com Aliel em 2014, mas disse a que o fato de Aliel Machado ter sido contra o impeachment de Dilma Rousseff, acabou gerando um afastamento entre eles.

“Em 2014 eu dobrei com o Aliel, depois tivemos um distanciamento pela situação do impeachment. Eu cheguei a sair do PDT porque naquele momento o partido foi contra o impeachment e mesmo sendo deputado estadual, não tinha voto, mas o Brasil estava afundando e o meu posicionamento era outro”, destacou.

De acordo com Pauliki no ano passado eles se aproximaram para conversar sobre as eleições deste ano. “Eu disse ao Aliel que hoje Ponta Grossa só tem um deputado federal e que ele poderia ficar em Brasília, mas ele não aceitou e é pré-candidato a prefeito. Ele é contra o Bolsonaro, eu sou a favor, mas em Ponta Grossa temos pautas parecidas, principalmente nas questões sociais”, afirmou.

Ouça entrevista completa!

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