Professores pedem saída de Renato Feder da Secretaria de Educação do Paraná

Em protesto nesta segunda-feira (23), professores pediram a saída de Renato Feder da Secretaria de Educação. (Fotos: APP/Sindicato/AEN)

Professores e demais servidores públicos continuam com a greve de fome no Paraná, que completou cinco dias. Nesta segunda-feira (23), novos protestos aconteceram em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo do estado. Manifestantes pediram a saída do secretário de Educação e do Esporte, Renato Feder.

Os manifestantes saíram por volta das 10h30 da Praça 19 de Dezembro, no Centro Cívico, e caminharam até o local com faixas de protesto e acompanhados por um carro de som. Uma faixa da Avenida Cândido de Abreu foi ocupada.

Os servidores exigem a revogação do edital do Processo Seletivo Simplificado (PSS). Mas o governo de Ratinho Junior (PSD) confirmou a realização das provas, marcadas para o dia 13 de dezembro, nas cidades-sede dos núcleos regionais. Segundo o governo, o número de inscritos passou de 35 mil.

O edital prevê a realização de prova presencial para 100 mil pessoas durante a pandemia. A promessa é contratar apenas 4 mil professores(as) para contrato válido por apenas um ano.

“Denunciamos mais uma vez o governo do estado, porque havia a expectativa da categoria e da população de que ele, governador eleito, tivesse o bom senso e a prudência de não autorizar a realização de uma prova em meio a pandemia”, comentou a secretária de Finanças da APP-Sindicato, professora Walkiria Mazeto.

Em comunicado transmitido na página do Sindicato no Facebook, Walkiria informou que a greve de fome continua. De acordo com a dirigente, o comando de greve se reúne na tarde de hoje e divulgará os próximos passos da luta no final do dia. Ela também orientou os professores PSS que precisam garantir a possibilidade de emprego no próximo ano a fazer a inscrição.

“Fazer a inscrição não significa concordar com a política adotada por este estado. Nós continuamos em luta. A greve de fome continua. A prova está marcada para o dia 13 de dezembro e batalharemos até o nosso último esforço para que ela não se realize, garantindo a vida das pessoas”, disse.

Além da revogação do edital e da prova, a categoria reivindica a renovação dos contratos de professores(as) e funcionários(as) de escola atualmente contratados(as) de forma temporária pelo processo seletivo simplificado, o pagamento do salário mínimo regional e de promoções e progressões, concurso público para suprir o déficit de educadores(as), além da manutenção das turmas de ensino noturno nas escolas incluídas no processo de migração para o modelo cívico-militar.

O Sindicato denuncia que o governo violou a legislação ao incluir pelo menos 117 colégios que, por oferecer aulas no período da noite, não poderiam fazer parte do programa. Caso a medida não seja revista, o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão, afirma que cerca de 400 turmas serão fechadas e os estudantes, a maioria jovens e adultos, terão suas matrículas canceladas nas instituições.

O ato extremo da greve de fome começou com 47 pessoas. No momento 19 professores(as) e funcionários de escola mantêm a resistência. Uma estrutura com médicos(as) e enfermeiros(as) permanece no local 24h horas dia prestando atendimento e monitorando os sinais vitais dos educadores(as).

Conforme dados da APP-Sindicato, atualmente são mais de 20 mil professores e cerca de 10 mil funcionários com contratos temporários no Paraná.

Justiça nega suspensão de PSS, mas pede explicações ao secretário de Educação

O desembargador Nilson Mizuta negou o pedido de Habeas Corpus contra a realização da prova presencial no próximo dia 13 de dezembro, para seleção de professores temporários no Paraná. O pedido foi o segundo pedido encaminhado a Justiça pelo deputado Requião Filho (MDB) para tentar impedir a realização de prova presencial.

O magistrado notificou o secretário de Estado da Educação, Renato Feder, a prestar esclarecimentos sobre o porquê das mudanças e da complexidade da modalidade deste processo seletivo que deveria ser simplificado, diz o deputado.

O magistrado notificou o secretário de Estado da Educação, Renato Feder, a prestar esclarecimentos sobre o porquê das mudanças e da complexidade da modalidade deste processo seletivo que deveria ser simplificado, diz o deputado.

O secretário terá que explicar ainda se tal medida foi previamente “coordenada com as autoridades sanitárias, considerando os fatores envolvidos e de saúde pública, com o intuito de proteger os candidatos do concurso contra a Covid-19”. (Com informações do Portal Bem Paraná)

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