Governo do Paraná anuncia modelo híbrido de educação a partir de 18 de fevereiro de 2021

De acordo com o governador, a prioridade será dos alunos que não têm acesso à tecnologia em casa, como um computador ou aparelho de telefone celular – o Governo do Estado já subsidia atualmente, com a programação de ensino a distância, a internet de quem não tem condições de pagar por um provedor. (Foto: Rodrigo Felix/AEN)

O ano letivo de 2021 na Rede Estadual de Ensino do Paraná vai começar em 18 de fevereiro em formato híbrido. Ou seja, com parte dos alunos assistindo às aulas de forma presencial nas escolas, enquanto o restante dos estudantes acompanha, simultaneamente, a mesma aula de maneira remota. A intenção é que haja um revezamento semanal entre os estudantes dentro do próprio sistema. A confirmação do calendário escolar foi feita pelo governador Ratinho Junior (PSD) durante entrevista coletiva, nesta terça-feira (15), no Palácio Iguaçu.

“Montamos um planejamento especial, com todos os cuidados necessários para que os alunos possam voltar às aulas presenciais de uma maneira segura. O retorno é um anseio da sociedade, pela volta da convivência no ambiente escolar. É um modelo que garante qualidade e segurança para estudantes e professores”, disse Ratinho Junior.

A APP-Sindicato disse que vem acompanhando com muita preocupação os rumos do debate sobre a retomada das aulas presenciais anunciada para 18 de fevereiro de 2021 e afirmou que “até o presente momento a Secretaria de Educação não retomou qualquer debate com a entidade sindical, com estudantes ou familiares sobre essa retomada em 2021”.

A APP-Sindicato declarou que “qualquer retomada que ofereça risco à vida da categoria, dos estudantes e seus familiares será rechaçada”.  A APP-Sindicato avaliará o quadro em assembleia convocada para o dia 6 de fevereiro 2021.

De acordo com o governador, a prioridade será dos alunos que não têm acesso à tecnologia em casa, como um computador ou aparelho de telefone celular – o Governo do Estado já subsidia atualmente, com a programação de ensino a distância, a internet de quem não tem condições de pagar por um provedor.

Quem não se enquadrar na categoria poderá seguir o modelo atual, com a impressão do material didático. Segundo dados da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, cerca de 5% dos matriculados na rede se encontram nesta condição.

De acordo com a secretaria, os colégios estaduais vão adotar as medidas do protocolo de prevenção contra a Covid-19 elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde, seguindo o mesmo modelo já usado no retorno de atividades extracurriculares no fim de outubro.

Entre outros itens, haverá medição de temperatura na entrada das escolas, uso obrigatório de máscara, distanciamento social respeitando o distanciamento de 1,5 metro entre alunos e disponibilização de álcool em gel dentro da escola. A capacidade da sala de aula também será reduzida a no máximo 50% da ocupação normal. “Pensamos em salas de aulas com oito a dez alunos no máximo, seguindo fielmente os protocolos exigidos pela Secretaria da Saúde”, ressaltou o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder.

TRANSMISSÃO – Paralelamente, um novo modelo de transmissão de aulas remotas será adotado. A nova formulação das aulas a distância, explicou Feder, permitirá maior interação com os estudantes, com transmissão das aulas presenciais via Google Meet, já usado em 2020 pelos professores da rede. No começo do ano essa transmissão será feita através de notebooks, mas a intenção é entregar um novo equipamento, atualmente em fase de testes pela secretaria, para substituí-los.

Cada sala de aula terá ainda ponto de acesso wi-fi e uma TV LED instalada em um suporte, conectada a um computador com acesso à internet e a uma câmera com microfone. Assim, o professor dará aula aos alunos que estão na sala ao mesmo tempo em que poderá ver e interagir com os que estão em casa, transmitindo a todos o mesmo conteúdo. A modalidade permite, portanto, um ensino completo, interativo e dinâmico. O investimento por parte do Governo do Estado na modernização do processo de transmissão é de R$ 70 milhões.

“Quem ficar em casa vai assistir ao vivo à aula. E para o professor vai aumentar a interação, já que ele poderá ver o rosto de quem está no outro ambiente, sanar as dúvidas no mesmo momento. Haverá sincronia total entre quem está nas salas de aula e quem está em casa”, ressaltou Feder.

O que diz a APP-Sindicato:

Nota pública da APP-Sindicato sobre volta às aulas em 2021

A APP-Sindicato vem acompanhando com muita preocupação os rumos do debate sobre a retomada das aulas presenciais anunciada para 18 de fevereiro de 2021, em proposta hibrida (aulas presenciais e aulas remotas), conforme entrevista coletiva do governador Ratinho Junior e do Secretario da Educação, Renato Feder, acompanhados pelo ministro da Educação do governo Bolsonaro. A APP-Sindicato registra que até o presente momento a Seed não retomou qualquer debate com a entidade sindical, com estudantes ou familiares sobre essa retomada em 2021.

Aprofundaremos os debates com autoridades da área da saúde, com as preocupações de que qualquer retomada que ofereça risco à vida da categoria, dos estudantes e seus familiares será rechaçada.  A APP-Sindicato avaliará o quadro em assembleia convocada para o dia 6 de fevereiro 2021.

Direção Estadual da APP-Sindicato
Curitiba, 15 de Dezembro de 2020.

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