Gaeco aponta indícios de que vereadores da CPI do EstaR Digital de PG receberam propina

O Gaeco aponta que “possivelmente os vereadores que compõe a CPI teriam recebido propina” para emitir um relatório que iria beneficiar os empresários envolvidos nas irregularidades do EstaR Digital. (Foto: CMPG)

A Operação Saturno realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Ponta Grossa ainda terá muitos desdobramentos. A operação investiga corrupção e fraude na contratação e execução do EstaR Digital.

Inicialmente, a investigação estava focada no processo de contratação da empresa Cidatec por parte da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), que tem como representante o presidente Roberto Pelissari, que segue preso.

Mas na íntegra do processo obtido pelo Blog da Mareli Martins, o Gaeco relata que no transcorrer da investigação surgiram outras irregularidades, envolvendo a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do EstaR Digital formada por cinco vereadores. Dois seguem presos, Ricardo Zampieri (Republicanos) e Walter José de Souza (PRTB), o Valtão. Os outros três não foram presos, mas foram alvo de mandados de busca e apreensão, Pastor Ezequiel Bueno (Avante), Vinicius Camargo (PSD) e Sargento Guiarone (PTRB).

O Gaeco aponta que “possivelmente os vereadores que compõe a CPI teriam recebido propina” para emitir um relatório que iria beneficiar os empresários envolvidos nas irregularidades do EstaR Digital. Mas o Gaeco não apontou no processo se todos os vereadores da CPI teriam recebido propina.

Veja o trecho em que o Gaeco aponta a possibilidade de direcionamento do relatório final da CPI do EstaR Digital:

(Processo 0034965-28.2020.8.16.0019)

A partir disso o Gaeco começou uma outra investigação não prevista no início: a possível corrupção dos membros da CPI, que deveria investigar as irregularidades do Estar Digital.

As investigações estão em andamento e vão dizer quem recebeu propina e quem não recebeu. Mas o fato é o que o processo não deixa dúvidas de que todos integrantes da CPI sabiam das irregularidades, tanto do processo do EstaR, como da possível compra de vereadores com a finalidade de apresentação de um relatório falso em prol dos empresários envolvidos e não denunciaram.

Veja este trecho da conversa entre os empresários Antonio Domingues de Sá e Celso Ricardo Madrid

(Processo 0034965-28.2020.8.16.0019)

Trecho que detalha o esquema da propina

(Processo 0034965-28.2020.8.16.0019)

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